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Reunião no Batalhão da PM hoje discute os guardadores de carros


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Oficiais da Polícia Militar, consegs e prefeitura vão se reunir na tarde de hoje para discutir a questão dos guardadores de carro, que atuam principalmente nas regiões centrais de Bauru e na zona sul.

O comandante do 4º BPMI, tenente-coronel Nelson Garcia, idealizador do encontro, diz que, nos últimos tempos, a PM tem recebido inúmeras reclamações referentes a abusos cometidos pelos guardadores de carro. “Temos a informação de que, em algumas regiões, chegam a exigir que os motoristas paguem até R$ 15,00 para estacionar em vias públicas. Em muitos casos, está havendo intimidação explícita”, afirma.

Inicialmente, a PM pretende realizar um cadastro dos guardadores. “Queremos saber quem são, de onde vêm e se têm alguma ligação com a criminalidade”, diz Garcia. Além disso, as companhias do 4º BPMI farão um mapeamento das áreas mais procuradas por esses profissionais.

O secretário de Planejamento, Rodrigo Said, acredita que a questão dos guardadores requer uma discussão ampla, que envolva não só o poder público, mas os diferentes setores da sociedade civil. “Temos de nos articular e buscar uma solução para esse problema”, disse.

Embora as possíveis medidas a serem ainda não existam, Said e Garcia dão a entender que são mais favoráveis a uma postura de “tolerância zero” para com os guardadores de carro.

Said considera interessante o modelo implantado em Assis (a 180 quilômetros de Bauru), onde os “flanelinhas” (como são conhecidos popularmente) foram proibidos de atuar. “Essa discussão será longa e renderá ‘muito pano para a manga’. O fato é que precisamos botar ordem no espaço público e resgatar esses locais para o conjunto da população”, diz Said.

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