Política

Prefeitura cria parques, no papel

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Três Parques Naturais Municipais foram criados oficialmente anteontem pelo prefeito Rodrigo Agostinho (veja quadro acima). De cordo com o publicado na edição especial do Diário Oficial de Bauru (DOB), que circulou segunda-feira, as áreas correspondem a um pedaço da floresta urbana, na região do Jardim Colonial, além de uma pequena porção no Vale do Igapó e duas glebas maiores no Distrito Industrial 2.

Segundo o prefeito, as áreas ainda não possuem projeto de melhorias, mas a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) deverá estabelecer em breve propostas para a criação de trilhas e outras benfeitorias nas áreas. Pelas determinações, o desmatamento nas áreas fica proibido e o uso dos parques, do bioma cerrado, ainda será estabelecido.

O prefeito Rodrigo Agostinho formalizou a criação dos novos parques em Bauru na noite de ontem, durante o evento de abertura da 11.ª Semana Integrada do Meio Ambiente de Bauru (Simab), na Universidade do Sagrado Coração.

Segundo o prefeito, o objetivo é que essas áreas fiquem sob a tutela da Semma para que ela desenvolva ações de estudos e pesquisas sobre fauna e flora, além de vistorias. “A ideia é que exista urbanização para que a população possa usufruir. Vamos priorizar os parques que estão mais próximos à cidade, como a Floresta Urbana”, destaca Rodrigo.

O primeiro decreto trata de uma área menor, de seis mil metros quadrados - praticamente um bosque - localizado no Vale do Igapó. A gleba é de propriedade da prefeitura. “A prefeitura possui outras áreas no vale, destinadas como área verde. Assim que essas matrículas forem se regularizando, vamos pedindo a transformação em parque e vamos aumentando a área de preservação”, observa.

Já o segundo decreto é sobre parte da floresta urbana perto da Unesp. A área total de mata é de 60 mil metros quadrados, na bacia Córrego da Água Comprida. “Uma área de 60 mil metros quadrados, desapropriada pelo município e que, em acordo no processo de desapropriação judicial, os antigos proprietários aceitaram o pagamento por R$ 1,23 milhão.

Preservação

Além da preservação da área de cerrado, a criação do parque também servirá como compensação ambiental pelas obras da avenida Nações Norte. Essa área, somada às demais áreas do município na região totaliza um parque de 178 mil metros quadrados”, explica.

Apesar de ter desapropriado cerca de um terço da área total da floresta urbana, Rodrigo explicou que a meta é ir agregando espaço aos poucos. “Já estamos estudando outras áreas, como um lote próximo à avenida Edmundo Carrijo Coube. Dessa forma, faríamos um terceiro acesso à floresta. Hoje, já existe a entrada pelo Jardim Colonial e pelo Água Comprida. Assim, vamos ampliando com o tempo a área protegida”, pontua.

O terceiro parque está localizado na região do Distrito Industrial 2 e corresponde a dois lotes. “A área total na região do Distrito 2 é de 328 mil metros quadrados, já protegida por lei específica de proteção do cerrado. Com a criação deste parque, a prefeitura regulariza também a situação ambiental do Distrito Industrial 2”, observa Rodrigo.

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