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Reitoria sinaliza que não descontará dias parados dos grevistas da USP

Alexandre Padilha
| Tempo de leitura: 2 min

Durante reunião realizada anteontem entre as comissões organizadas pela reitoria da Universidade de São Paulo (USP) e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (SintUSP), a primeira questão da pauta de negociações aparentou ser favorável aos servidores. Segundo José Roberto Brejão, membro do comando de greve da universidade de Bauru, a comissão da reitoria sinalizou que não deve descontar as faltas de trabalhadores que estavam ausentes dos campi da USP por terem aderido à paralisação.

Ele afirmou que o encontro teve como foco principal o diálogo sobre reivindicações específicas do SintUSP, com abordagem diferente do movimento de greve. “A reunião durou a tarde toda e tratou da pauta específica da USP e não das reivindicações do movimento, que trata principalmente da isonomia e reajuste salarial dos servidores das universidades estaduais paulistas”, define.

Além da sinalização por parte da reitoria de que os dias de paralisação não serão descontados, Brejão destacou que a reunião indicou a possibilidade de uma reabertura na negociação entre o movimento de greve e o Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp).

“O reitor da USP sinalizou que deve intervir junto aos reitores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e da Unesp (Universidade Estadual Paulista) para a reabertura das negociações”, frisou.

Conforme definido em assembleia ontem, está previsto para às 10h de hoje um ato unificado de servidores da USP e da Unesp de Bauru, na praça Rui Barbosa. O protesto será contra o fim da isonomia entre docentes e servidores das três universidades estaduais paulistas.

Já a paralisação dos servidores da Fundação Casa aguarda o julgamento do dissídio pelo Tribunal Regional de Trabalho de São Paulo (TRT-SP). De acordo com diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo (Sitraemfa), Heitor Theodoro, o tribunal ainda avaliará se a greve é legal ou não.

O efeito suspensivo que o sindicato apresentou no TRT como tentativa de derrubar a liminar da Fundação Casa que obriga os trabalhadores a manter 80% de funcionamento durante o estado de paralisação ainda não foi julgado. “O movimento continua sólido. Teremos uma assembleia de esclarecimentos e informes gerais e outra na quarta-feira, em frente ao TRT, durante o julgamento do dissídio.”

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