Jaú – O vereador Ademar Pereira da Silva (PT) questiona a Secretaria Estadual de Saúde sobre os supostos atrasos na entrega da vacina contra o rotavírus ao município. A Secretaria Municipal de Saúde não estaria recebendo as doses há mais de três meses, de acordo com o parlamentar.
O governo do Estado informou que o Ministério da Saúde tem atrasado a distribuição e até mesmo enviado a vacina em menor quantidade, mas garante que nenhuma cidade ficou sem receber as doses do medicamento.
O parlamentar conta que foi procurado por pais que relataram a dificuldade de vacinar seus filhos contra a doença, que causa diarreia grave, em geral acompanhada de febre e vômitos. Os pais disseram que não estavam encontrando a vacina nos postos de saúde.
A Câmara de Jaú aprovou na segunda-feira um requerimento que pede informações às autoridades de saúde. O vereador diz que a prefeitura não recebia as doses da vacina há mais de três meses e que todas a crianças nascidas nesse período não haviam sido imunizadas. Em contato com o centro de distribuição localizado em Bauru, ele teria sido informado que toda a região está sem a vacina pelo fato do Governo do Estado não ter enviado mais doses.
“Nós entramos com um requerimento junto à Secretaria Estadual de Saúde na segunda-feira, mas cremos que esse processo demorará demais, tempo insuficiente para atender as crianças que precisam ser vacinadas, uma vez que o rotavírus, segunda a própria secretaria, é hoje considerado um dos mais importantes agentes causadores de gastroenterites e de óbitos em crianças menores de cinco anos em todo mundo”, diz.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde informou que o Ministério da Saúde, responsável pela distribuição da vacina contra o rotavírus ao Governo do Estado, vem atrasando a entrega das doses e, em alguns casos, encaminhando o produto em menor quantidade. “Em nenhum momento o município ficou sem receber a vacina”, garante.
A secretaria revelou, ainda, que Jaú recebeu as doses contra a doença na quarta-feira passada. Diante da falta da vacina, o órgão orienta o município a entrar em contato com a Vigilância Epidemiológica do Estado para relatar a situação. Nesses casos, o órgão afirma que poderá providenciar o remanejamento de doses de uma unidade de saúde à outra ou mesmo de outro município.