Regional

Degraus em acostamentos e obras não concluídas deixam Rondon perigosa

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 5 min

Pouco mais de um ano, após a assinatura do contrato de concessão entre governo do Estado e as concessionárias ViaRondon e Rodovias do Tietê para que elas operem, respectivamente, os corredores Oeste e Leste da rodovia Marechal Rondon (SP-300), motoristas continuam reclamando do estado de conservação em alguns trechos da via e de obras não concluídas, como na cabeceira da Serra de Botucatu, onde a chuva de dezembro passado carregou parte do acostamento e uma lona é mantida sobre a terra para evitar novos deslizamentos.

No Corredor Oeste, após uma série de melhorias previstas no Plano Intensivo Inicial (PII), quatro novas praças de pedágio começaram a operar no dia 13 de janeiro, em Pirajuí, Glicério, Lavínia e Guaraçaí, com cobrança nos dois sentidos, além das quatro já existentes em Avaí, Promissão, Guararapes e Castilho.

Já no Corredor Leste, cinco novas praças de pedágio entraram em operação em 17 de novembro do ano passado nas cidades de Conchas, Anhembi, Botucatu, Areiópolis e Agudos, além das já existentes nos municípios de Monte Mor, Rafard, Salto e Rio das Pedras.

Mesmo com o aumento na arrecadação das concessionárias, ao percorrer o trecho entre Bauru e Pirajuí, não é difícil se deparar com muitos buracos e ondulações no asfalto, como se ele tivesse ‘afundando’ em razão de um excesso de peso de caminhões que não é coibido.

Além disso, o desnível acentuado entre a pista e o acostamento também é alvo de reclamação dos motoristas porque coloca em risco de acidente caso o veículo precise utilizar o dispositivo e faça manobra em uma velocidade mais alta.

Após reclamações de motoristas, no sentido interior-capital, em pelo menos dois trechos da rodovia, na altura dos quilômetros 361 e 374, a reportagem do Jornal da Cidade conseguiu flagrar o problema. Na pista contrária, a mesma situação foi detectada na altura do quilômetro 364.

A concessionária ViaRondon informou por meio da assessoria de imprensa que vistoriou os locais apontados, mas não constatou existência de buracos. De acordo com a empresa, além de reparos na depressão da cabeceira da ponte, também foram feitos serviços nos trechos que incluem aplicação de camada de microrrevestimento asfáltico e remoção e implantação de novas camadas asfálticas (fresagem).

“É importante salientar que a concessionária vem realizando serviços para melhorar o pavimento da rodovia. Entretanto, dentro do programa de concessão, a ViaRondon tem até o quarto ano para recuperar todo pavimento. Mesmo assim, projetos já estão em andamento e, dentro deles, estão previstas as correções das ondulações, tornando o pavimento uniforme, entre outros aspectos”, afirma.

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Trecho Leste

No Corredor Leste da rodovia Marechal Rondon, administrado pela concessionária Rodovias do Tietê, a situação não é muito diferente. Em trechos próximos ao trevo de entrada de Agudos e Lençóis Paulista, a reportagem do Jornal da Cidade flagrou a existência de buracos e ondulações no asfalto, nos dois sentidos de direção.

Os quilômetros mais críticos são o 312, 323, 324, 326, 327 e 332. Na saída da praça de pedágio de Agudos, uma depressão na pista, que acumula água da chuva, acaba escondendo um buraco no asfalto e representando riscos aos motoristas. A Rodovias do Tietê informou que vem fazendo, sem interrupções, trabalhos de recuperação em sua malha para que não haja buracos e deformações na rodovia.

Ao todo, segundo ela, cerca de 400 funcionários, entre operários e administrativos, além de 150 máquinas trabalham no complexo leste da SP-300. Segundo a empresa, o surgimento de buracos e deformações no asfalto tem como causa as chuvas, aliadas aos veículos com excesso de peso, principalmente quando a via não possui um sistema de drenagem adequado, como é o caso da SP-300. “Quando a concessionária iniciar as obras de recuperação do pavimento, a estrutura de escoamento das águas pluviais será melhorada. Todo o pavimento asfáltico da rodovia já estará recuperado até meados de 2012, o que trará mais conforto e segurança aos usuários”, promete.

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Fim de erosão na serra depende de obra

Em relação à reclamação das obras não concluídas no fim da Serra de Botucatu, a Rodovias do Tietê informa que a previsão é a de que os serviços estejam finalizados até a 1ª quinzena de julho deste ano. No local já ocorreram desmoronamentos no final do ano passado devido a fortes chuvas que atingiram a região.

No local, uma lona foi colocada sobre o que deveria ser o acostamento da rodovia e a terra ameaça desabar e carregar as duas pistas caso uma obra de contenção da erosão não seja feita com urgência.

De acordo com a concessionária, 20 obras de recuperação de talude já foram executadas durante o período de concessão. Além disso, a empresa informa que monitora os pontos sujeitos a erosões. Atualmente, as equipes trabalham no quilômetro 235 da SP-300, reforçando a estrutura do talude.

“A colocação de lonas de plástico nos trechos com problemas visa justamente diminuir os riscos de novas quedas. A lona impede que a chuva encharque mais o solo e a terra molhada e pesada deslize até que se faça a correção total”, explica.

A Rodovias do Tietê ressalta que, no caso de interrupções como quedas de barreira, derramamento de produto perigoso, erosões e acidentes, atua com rapidez para devolver aos usuários as condições de trafegabilidade.

“Um exemplo desse trabalho foi a recuperação, em menos de 24 horas, da ponte do km 232 da SP-300”, diz. “As chuvas fortes e constantes da madrugada do dia 17 de dezembro romperam a estrutura de transição entre a ponte e o pavimento asfáltico. O desbloqueio do local aconteceu às 15h30 do dia 18 graças ao trabalho da equipe da Rodovias do Tietê”.

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