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Brasil exige liberação de cineasta por Israel

Folhapress
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Brasília -O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou ontem que o Brasil exigirá de Israel a liberação “imediata e incondicional” da cineasta brasileira Iara Lee, que está na prisão de El’A, em Be’er Sheva, após ser detida em um dos navios que tentavam furar o bloqueio naval rumo à faixa de Gaza.

A cineasta brasileira e ex-mulher do cineasta Leon Cakoff, Iara Lee, estava no comboio. Anteontem, autoridades israelenses a localizaram, informando que ela está “em boas condições de saúde” mas havia “se recusado a deixar o país voluntariamente”, por isso estaria aguardando para ser deportada.

Segundo Amorim, Israel não pode exigir que Lee assine um documento admitindo ter entrado ilegalmente em território israelense porque ela foi presa em águas internacionais.

“Deve ser liberada já. E não só porque ela é uma cidadã brasileira pacífica e pacifista mas também porque faz parte da declaração emitida pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU ) que todos os que foram presos sejam liberados imediatamente.”

O chanceler defendeu que seja feita uma investigação externa e independente do ataque ao comboio de ativistas. Israel afirmou na tarde de ontem que vai deportar imediatamente centenas de ativistas estrangeiros que foram detidos a bordo da flotilha atacada na segunda-feira.

Sob pressão das crescentes críticas internacionais, autoridades israelenses afirmaram que todos os 680 ativistas ainda detidos serão libertados, incluindo duas dezenas que Israel anteriormente ameaçou processar, sob acusação de atacarem os soldados israelenses.

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País cumprirá eventuais sanções ao Irã

Brasília - Em audiência pública ontem no Senado, ministro Celso Amorim afirmou que diminui a credibilidade do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) o fato de cinco potências nucleares serem também os cinco membros permanentes do conselho com direito a veto.

Segundo ele, as potências nuclearesnão tiveram sucesso em tentar um acordo com o Irã porque “falam do alto de sua arrogância”. O chanceler afirmou, no entanto, que o Brasil vai cumprir eventuais sanções impostas pela ONU ao Irã por conta de seu programa nuclear.

“O Irã é um grande país e com o qual queremos ter relações comerciais. É natural que, dentro dos interesses de manter um relacionamento com eles, o Brasil queira buscar uma solução para o impasse. O Brasil não seria beneficiado pelas sanções, já que vai respeitá-las”, disse.

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