Ontem, os desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) julgaram o dissídio dos trabalhadores da Fundação Casa e avaliaram o movimento como legal e não abusivo. Eles determinaram também o retorno imediato dos servidores ao trabalho, entretanto, o sindicato da categoria afirmou que permanece em estado de greve até o próximo julgamento do dissídio, que está marcado para o dia 9 de junho.
Durante audiência realizada na tarde de ontem, no TRT-SP, os desembargadores determinaram, por unanimidade, o retorno dos funcionários da Fundação Casa ao trabalho. De acordo com a assessoria de imprensa da Fundação, caso o sindicato paralise as atividades, receberá uma multa no valor de R$ 50 mil. O setor de comunicação informou ainda que, conforme a decisão, como as cláusulas sociais pleiteadas na greve pelos sindicalistas serão julgadas no dissídio pelo tribunal, não haveria motivo para a greve ser decretada.
Por sua vez, o Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo (Sitraemfa) emitiu nota à imprensa declarando que a decisão do TRT-SP confirma o movimento de greve como algo legal, o que significa que a Fundação Casa deverá pagar os funcionários pelos dias de paralisação.
Segundo o diretor do sindicato, Heitor Theodoro, o movimento de greve ainda não cessou. “Nós suspendemos a paralisação mas vamos manter o estado de greve, porque o julgamento de nossa pauta de reivindicações será realizado no próximo dia 9.” Disse ainda que está confiante de que as reivindicações do Sitraemfa serã atendidas. “Nós demonstramos a preocupação com o atendimento aos adolescentes”, finaliza.
A greve começou para tentar abrir negociação sobre reajuste salarial, respeito à data base, homologação no acordo coletivo de trabalho e maior segurança no local de trabalho, entre outros itens.