Toninho Garmes é o pré-candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB) a uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). Após três mandatos como vereador em Bauru, Garmes avalia que seu perfil é de legislador e garante que se eleito, vai levar sua luta pela ética ao Congresso. Na série de entrevistas com com candidatos de Bauru, o Jornal da Cidade recebeu Garmes no Café com Política na última quinta-feira.
O PSB é uma dos partidos coligados com o PT para as próximas eleições. Em São paulo, o partido apoiará o candidato Aloízio Mercadante e para o governo federal, Dilma Roussef.
Garmes explica que dedicou grande parte de sua vida à causa pública. Aos 12 anos começou a trabalhar como comerciário e depois, como bancário. Foi professor da rede pública e da privada, além de advogado, delegado e juiz. “Me aposentei na Capital e voltei a advogar em Bauru. Depois, exerci por cinco anos e meio a função de consultor jurídico da Câmara. Pedi a exoneração do cargo e me candidatei a vereador. Exerci três mandatos e de 2005 a 2006, fui o presidente da Câmara”, relata.
Garmes lembra que nas últimas eleições municipais, pretendia ser candidato a prefeito. “Entendo que o político não pode e nem deve permanecer por muito tempo no cargo. Pretendi ser prefeito de minha cidade e comuniquei a todos que não pleitearia novo mandato de vereador”, conta. “infelizmente, por questões partidárias, não foi possível a minha candidatura. Não tenho mágoa de quem quer que seja. Muitas vezes, os partidos colocam seus interesses a cima dos da coletividade”, observa.
Após terminar seu mandato de vereador, Garmes permaneceu fora da mídia. Porém, ele ressalta que continuou mantendo contatos e aproveitou para “recarregar as baterias” para sua nova empreitada. “Por gostar da atividade parlamentar, onde aquele que tem o mandato tem uma grande liberdade para ajudar sua cidade, sua região e os menos favorecidos e por entender que tenho condições de ser um eficiente legislador e com muita acuidade fiscalizar os atos executivos, foi que optei pela candidatura a deputado federal”, explica.
Garmes observa que Bauru e região se ressentem pela não existência de um deputado em Brasília, há cerca de 15 anos. Questionado se não teme uma eleição desse porte, já que será a sua primeira disputa que extrapola Bauru, ele foi enfático. “Eu não tenho medo de nada. Só temo a Deus. Se eleito, vou ser intransigente como sempre fui na defesa da ética, moralidade e no respeito à lei”, ressalta.
Questionado sobre o que fará em Brasília, Garmes respondeu rindo: “Vou abalar os alicerces da Capital da República”, disse. Em seguida, mais sério, destacou que pretende ser um bom legislador. E adiantou que uma de suas propostas – além de trazer mais verbas para a cidade - será a de acabar com o cargo de suplente de senador. “O cidadão que está no mandato não deve se afastar e assumir outro cargo, para ser substituído por uma pessoa que não foi votada e que ninguém sabe quem é”, defende. Para Garmes, o substituto natural deveria ser o candidato que teve votação mais próxima ao do eleito. “Sei que é polêmico, mas ainda acho que quem age dessa forma, deveria inclusive, ficar inelegível para qualquer cargo por um certo período”, pontua.
Matemática
Garmes já fez suas contas sobre quantos votos deve obter para conseguir uma vaga na Câmara dos Deputados. E está bastante animado. “Com relação à minha possível eleição, a tenho como praticamente certa e falo isso matematicamente”, afirma. Ele calcula que a votação mínima para um candidato do partido em Bauru e região deverá ficar em torno de 60 mil votos.
Mas ele conta com uma votação expressiva de dois candidatos famosos pelo PSB, o ex-secretário estadual de Educação, Gabriel Chalita – que desistiu da disputa pelo Senado - e do ex-jogador Marcelinho Carioca. “A expectativa do partido é que ambos tenham entre 1 milhão e 1,2 milhão de votos. Se isso se confirmar, os dois puxariam dois ou três candidatos com eles. O que fará com que o número de corte caia para cerca de 45 mil votos”, avalia. “Mas não quero depender de alguém especificamente, a não ser da coligação. Vou atrás de todos os votos possíveis.”