A 6.ª edição do Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal, realizada ontem na Universidade do Sagrado Coração (USC), encaminhou R$ 56 milhões em negócios. O volume é mais de 18 vezes superior aos encaminhamentos registrados em 2009, em Bauru. Em apenas seis horas, 650 contratos foram assinados. O Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, impulsionou os resultados.
“Claro que o programa deu uma visibilidade maior ao financiamento imobiliário, ele pega todas as faixas de renda. A melhora da renda, aliada ao subsídio (do governo federal), que reduz a prestação, enquadra mais famílias. Outro fator que melhorou o desempenho desse ano é que o feirão, agora, é mais conhecido”, explica Geraldo Luiz Machado de Oliveira, superintendente regional da Caixa.
De acordo com os cálculos do banco, ontem passaram pela USC aproximadamente três mil pessoas. “A vantagem é unir interessados em adquirir imóveis, com quem tem imóvel para vender e com a Caixa para financiar. Tratando apenas de financiamento, é possível dar mais agilidade ao atendimento”, explica o superintendente. No início do feirão, alguns interessados chegaram a aguardar numa fila. Mas, em média, esperaram por 15 minutos para serem atendidos. Só do banco, 60 pessoas trabalharam neste sábado.
“Mais do que bater recorde, o importante de um programa como o Minha Casa, Minha Vida ou de proporcionar financiamento às pessoas é realizar sonhos, melhorar a qualidade de vida e a cidade. É para isso que existe a Caixa”, destaca Oliveira.
Aluguel
Com o objetivo de sair do aluguel, o casal Cindy Miriã da Silva Macedo e Ademilson Cícero dos Santos Macedo foram ontem ao feirão. Casados há sete meses, pesquisaram oportunidades para adquirir a casa própria.
Classificaram como boa a proposta de reunir todos os interessados no assunto num único lugar, assim como Tereza Cristina Ferreira, que foi acompanhada do filho Eduardo. Orientada pela cunhada que trabalha na área, visitou o evento e aproveitou para fazer simulações de prestação. A concentração de oportunidades também atraiu Giovana Leite e Leandro Pinho. Casados há apenas uma semana, vieram de Ubirajara para pesquisar as ofertas.
No ano passado, a 5.ª edição do Feirão Caixa da Casa Própria reuniu interessados de outros municípios como Avaré, Botucatu, Jaú, Lins, Marília e Ourinhos. Na ocasião, o encaminhamento de negócios atingiu R$ 26,5 milhões, sendo R$ 3 milhões de Bauru.
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Construtoras e imobiliárias confirmam retorno superior
As construturas e imobiliárias presentes ontem no Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal e ouvidas pela reportagem confirmaram: a 6ª edição superou a do ano passado. “Com certeza foi melhor. Tudo ajudou, até o feriado”, reitera Ercio Luiz Domingues dos Santos, proprietário da Residem Operações Imobiliárias. De acordo com ele, o volume de pré-inscrição para os quatro empreendimentos lançados junto com a Casa Alta Construções foi muito grande.
“Todos ligados ao Minha Casa, Minha Vida. Os quatro locais foram muito procurados”, comenta. O espaço disponibilizado pela USC também ajudou, acrescenta Juarez Wieck, da Casa Alta. “Ficou bem aconchegante. Foi muito bom”, garante. Em princípio, Roberto Lima, da Lima Imóveis, achou que os interessados teriam dificuldade em se deslocar até a universidade, mas foi surpreendido.
“O pessoal tem falado bem, sim. Gostaram do local, atendimento, espaço, da cantina. Ao meu ver, tivemos um retorno 20% superior em relação ao ano passado, tanto de público, quanto de interesse. Hoje tivemos iniciações”, informa, ao destacar a venda de terrenos para a construção subsidiada pelo programa Minha Casa, Minha Vida.
Também no caso da Imobiliária Natal, a expectativa foi superada. “Foi muito bom, captamos muitos clientes aqui. Começamos alguns negócios, que vamos terminar no decorrer da semana. Participei do primeiro feirão e esse foi melhor. Foi bem organizado. No primeiro, nem nós, nem a Caixa tínhamos experiência em feirão”, diz Natal Camparim, que também é delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). De acordo com ele, por conta do programa do governo federal, encontrar imóveis na faixa dos R$ 50 mil ou R$ 60 mil já não é tarefa fácil. “Não precisa nem anunciar”, garante.
Ele trabalha com casas, terrenos e apartamentos. “Em relação ao ano passado, superamos a nossa meta e a perspectiva para semana, com os cadastros que fizemos, são muito boas”, informa Dener Simões, gerente de lançamentos da Concreto Imóveis, que trabalha com a Construtura MRV Engenharia. “No ano passado, nós vendemos nove unidades na feira. Agora (15h15), já estou com 12 unidades fechadas e tem mais umas 30 para fechar no decorrer da semana”, frisa.
Segundo Simões, o diferencial deste ano foi mesmo o programa Minha Casa, Minha Vida. “No mês de abril, a MRV vendeu 180 unidades e lançamos, recentemente, outro empreendimento especificamente para a feira”, conclui.