Para o organizador da Jaú Trend Show Caique Paes de Barros, a 3ª edição da feira mostrou que Jaú não precisa esperar as grandes feiras do setor para lançar a próxima estação, embora ainda não desponte com um grande movimento como em Minas Gerais e Rio de Janeiro.
“Não temos um designer de destaque, mas estamos antecipando as coleções. Não me arriscaria a dizer que estamos ditando tendências, mas garanto que estamos engatinhando para isso, estamos trabalhando nesse sentido.”
Um avanço, na opinião dele, é que mesmo antes das feiras nacionais, os fabricantes de Jaú estão apresentando seus produtos. “Isso é sinônimo de que eles estão antenados com a moda internacional, com a moda brasileira, embora não tenha moda própria. Ainda estamos engatinhando.”
Para preparar os fabricantes, a feira trouxe grande nomes para palestras. Andréa Bisker, responsável pelas operações da WGSN, líder mundial em tendências e pesquisas de moda na América do Sul e Central foi um deles. Andréa apresentou exemplos de grandes marcas nacionais e internacionais que abordam quatro movimentos de consumo: cocooning, resgate dos valores, consumidor esclarecido e consumidor transitório.
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Setor calçadista entre os que mais empregam
Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), que avalia a intenção de contratação e demissão das empresas para três meses, mostrou que a perspectiva para o emprego é a segunda melhor da década. O mês de março superou inclusive o período que antecedeu a crise, favorável ao emprego. Seis segmentos da indústria já superou os resultados da fase pré-crise, entre eles o setor de calçados. Segundo a pesquisa, desde maio de 2009 o nível de empregos vem se recuperando e houve uma aceleração nos últimos meses.
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Turismo de negócio
A cada ano Jaú se firma como um polo de turismo de negócio, esta é a opinião do delegado de turismo do Estado de São Paulo na região, Ricardo Franceschi. “É a terceira edição da feira e para nós é importantíssimo, não só como turismo de negócio, mas como um atrativo a mais para toda a região.”
Durante o período da feira, segundo ele, a rede hoteleira teve 100% de ocupação e ainda sobraram turistas para serem acomodados nas cidades da região, como Bauru e Barra Bonita. “Faltaram vagas para acomodar todos os que participam da feira. Isso significa uma oportunidade de fazer com que Jaú se consolide como polo de negócios.”
O evento é importante também para a região. “Porque atrai gente do Estado e de todo o Brasil movimentando a rede hoteleira, restaurantes e pontos turísticos de toda a região.”