Internacional

Sem usar força, Israel barra um novo navio


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Cidade de Gaza - Cinco dias após o ataque que causou a morte de nove ativistas defensores do fim do bloqueio israelense a Gaza, forças de Israel voltaram a interceptar um navio que tentava furar a obstrução marítima ao território, ontem. Desta vez, porém, a ação transcorreu sem violência.

O navio Rachel Corrie, que partira da Irlanda há três semanas e conduzia 11 ativistas, carregava centenas de toneladas de suprimentos destinados aos habitantes do território palestino. Após ser interceptado em águas internacionais, a cerca de 30 km da costa, foi escoltado até o porto israelense de Ashdod.

Um vídeo divulgado pelas forças israelenses mostra três barcos cercando o Rachel Corrie. Outra cena, feita de uma aeronave, exibe os ativistas sentados no deck superior da embarcação.

A porta-voz do Exército israelense disse que o capitão do navio juntou os passageiros numa área da embarcação, para evitar violência. Segundo ela, os soldados subiram ao Rachel Corrie pelo mar, diferentemente da interceptação anterior, quando desceram de um helicóptero.

Israel disse que inspecionaria a carga do navio e a enviaria a Gaza por terra. Em nota, o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disse que “as forças de segurança usaram os mesmos procedimentos para a frota de segunda-feira e o barco de sábado, mas encontraram uma resposta diferente’’.

“No navio de hoje (ontem) e em cinco das seis embarcações da frota anterior, o procedimento acabou sem mortes. A única diferença foi em relação a um navio onde ativistas extremistas islâmicos, apoiadores do terrorismo, esperaram nossos soldados no convés com machados e facas.’’

Greta Berlin, porta-voz do movimento Gaza Livre, que organizou a viagem, descreveu a intervenção como “outra ofensa a se somar às nove mortes’’, e negou a informação - divulgada por Israel - de que os soldados foram convidados a subir a bordo. Ela disse que enviaria mais navios à faixa.

Entre os ativistas do Rachel Corrie estava a Nobel da Paz irlandesa Mairead Corrigan, 66 anos. Até o início da tarde de ontem, não estava claro se os ativistas seriam deportados, como aconteceu com seus quase 700 colegas da frota de segunda.

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Protestos

São Paulo - Diversas cidades ao redor do mundo registraram manifestações contra Israel ontem. Protestos atraíram milhares de pessoas na França, Suíça, Reino Unido, na Faixa de Gaza, na Coreia do Sul e na Turquia, demandando o levantamento do bloqueio à Gaza após o ataque de Israel à “Frota da Liberdade”, que deixou nove mortos, e a abordagem ao navio irlandês Rachel Corrie ontem.

Ativistas de direitos humanos participaram de protestos em frente à embaixada de Israel em Seul, na Coreia do Sul, em meio à crise que a península coreana enfrenta. Já na Europa os principais protestos ocorreram em Paris e em Londres. Milhares foram às ruas para mostrar solidariedade aos palestinos e denunciar o ataque aos ativistas.

Desde a segunda-feira, quando um comando israelense invadiu a frota internacional, dezenas de milhares de pessoas têm protestado na Turquia contra o Estado hebreu e a favor do Hamas, movimento islamita palestino que controla a Faixa de Gaza.

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