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Seu óleo de cozinha

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Na Semana do Meio Ambiente, muito se tem falado sobre o óleo de cozinha e seu efeito sobre os mananciais de água, mesmo em pequena proporção. Várias campanhas têm sido veiculadas por órgãos públicos, ONGs e até por empresas particulares, dentro de sua atuação de responsabilidade social corporativa.

Embora em sua maioria bem intencionadas, estas campanhas nem sempre têm conseguido alcançar seus objetivos de livrar o meio ambiente deste material. Isto acontece porque nem sempre se analisa o que é fundamental, ou seja, o destino final do óleo. Algumas entidades sérias até recomendam a transformação do óleo em sabão, por exemplo, que feito sem o devido equipamento faz com que o óleo continue em sua forma primitiva e vá depois de utilizado diretamente para rios e mananciais.

Outro perigo é de se transformar o óleo em comoditie, ou seja, dar valor de troca, incentivando catadores a armazená-lo, vendendo depois independentemente da finalidade correta que seria a utilização em biocombustíveis que eliminam o resíduo e ainda reduzem por substituição a queima de hidrocarbonetos de petróleo.

A entrada neste mercado de empresas particulares deveria ser melhor acompanhada pela Semma a nível local e pela Cetesb estadual, verificando a finalidade de uso des-te óleo e evitando utilizações como em ração animal, proibida por lei, e no sabão, obrigando estas empresas a darem destinação ambientalmente correta a estes resíduos e não simplesmente venderem pelo melhor preço. Até porque, em grande parte, estes resíduos são gerados pelo poder público ou fornecido de graça pela população.

Em Bauru este existe uma empresa que criou até mesmo ONG de fachada para utilizar a boa intenção dos agentes públicos e privados. Recebendo o óleo muitas vezes sem custo ou até mesmo adquirindo de cooperativa que capta da coleta pública (seletiva) e transformando isto em um lucrativo negócio, independentemente do dano que causam ao meio ambiente, sem que a Semma decididamente intervenha neste negócio, colocando o bem comum em primeiro lugar.

O autor, Márcio M. Carvalho,é colaborador de Opinião

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