Este secretário (Pedro Romualdo), desde que assumiu, já se mostrava um erro, pois o seu currículo não mostra nada mais do que o fato de ser o presidente do PSB, partido que apoiou na eleição e hoje dá sustentação na Câmara ao governo do prefeito. Declarações descabidas como essa (de ontem) mostram o total des-preparo deste senhor para controlar uma pasta tão importante como a da Cultura. Essas acusações sem provas claras e inquestionáveis mostram apenas um político desesperado, não querendo perder a “boquinha” dos R$ 7 mil mensais que ganha como secretário municipal.
É lamentável ouvir de um membro do go-verno municipal que entidades culturais sérias só querem manter os “privilégios do dinheiro público” como se esses “privilégios”, como o direito constitucional ao trabalho, fosse um grande negócio para as entidades. A única coisa que as entidades ganharam esses anos todos com “o dinheiro público” foram as muitas dores de cabeça, pois para receber as mi-sérias que o poder público direciona para a cultura se demora muito, além das mil papeladas para provar o que se gastou. Em síntese, é um “privilégio” no mínimo burro porque você trabalha primeiro, gasta dinheiro do próprio bolso, que muitas vezes não existe, afinal somos artistas e aqui no Brasil artista vive praticamente mendigando, e no fim recebemos o dinheiro do poder público quase dois anos após o contrato inicial que se renova e renova e renova e renova. Finalizando, o único privilegiado aqui é o senhor Pedro, que ganhou até hoje, desde que assumiu a pasta, aproximadamente R$ 125 mil e, pior, nada fez pela nossa cultura, apesar de ter ganho tanto.
André Luiz Zambelo - diretor de teatro