O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) gerou mais um capítulo, ontem à noite, para a novela anunciada da substituição de Pedro Romualdo (PSB) à frente da Secretaria Municipal de Cultura. Depois de mais de três horas de reunião com o titular da pasta, ontem à noite, e de ter confirmado desde a última sexta-feira já ter iniciado a fase de sondagens para a substituição, o chefe do Executivo anunciou que vai ter nova reunião, ainda hoje pela manhã, com outro grupo de servidores da secretaria para tomar sua decisão.
Embaraçado ao telefone, Agostinho repete, no episódio de discussão da crise envolvendo o secretário de Cultura com parte dos servidores e de representantes do meio artístico, a procrastinação que já havia ocorrido durante as trocas de Pollyana Teixeira (Secretaria de Esportes) e Majô Jandreice (Educação). As idas e vindas do roteiro, como aconteceu nos demais casos, geraram fritura indevida e desfecho político desgastante para o governo em geral.
A novela, ainda ontem, teve ingredientes até de suspense em determinada fase de seu enredo político. Entre os nomes sondados pelo Executivo no final de semana, estava o da artista plástica e curadora cultural Janira Bastos, convidada pelo prefeito para assumir a Cultura.
Mas no meio da mesma enquete, no mesmo instante, o prefeito ensaiava no mesmo instante, em reunião com Pedro Romualdo, no Palácio das Cerejeiras, o suposto texto final do desligamento. Para surpresa geral, Agostinho decidiu fechar as cortinas do palco até, pelo menos, hoje pela manhã.
“Recebi o apelo de algumas pessoas pela permanência do Pedro Romualdo. Estou conversando com ele há mais de três horas (ontem à noite) e em respeito ao pedido que ele me fez de conversar amanhã (hoje) com um grupo de servidores que defendem sua permanência eu vou esperar”, anunciou Rodrigo, já por volta das 22h20 de ontem.
Segundo o prefeito, sua opinião a respeito da situação de Romualdo não mudou: “Eu voltei a dizer a ele que a situação dele é insustentável. Mas como ele pediu para ouvir outro grupo da secretaria eu entendo que é importante tentar pacificar a situação da política cultural e é necessário esperar para ver o que eles (o grupo) querem me dizer”, completou.
Na semana passada, Agostinho recebeu um grupo de 19 servidores descontentes com o secretário. Romualdo classificou o movimento, entre outros pontos, de uma reação ao fim de regalias que ele estaria implementando na pasta, apresentou resultados de sua gestão até esta fase e não concordou com a maior parte das críticas.