Moscou - O chefe das Forças Armadas da Rússia, o general Nikolái Makárov, disse que é “cedo” para tirar conclusões que culpam a Coreia do Norte pelo naufrágio da corveta sul-coreana Cheonan, que deixou 46 mortos no fim de março e deu início a uma crise na península coreana.
Após a escalada de tensão entre os dois países, Seul chegou a apresentar uma queixa formal contra Pyongyang no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), pedindo sanções contra o país comunista.
A China também já havia manifestado dúvidas quanto aos resultados da investigação internacional realizada por cinco países ocidentais (Austrália, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e Suécia) que apontou a culpa do regime de Pyongyang pelas mortes dos marinheiros sul-coreanos, apesar de “respeitar” o relatório e as respostas de cada país ao incidente.
Fontes do governo disseram à agência russa Interfax que “após estudar os materiais apresentados (por Seul) e os danos ao casco da corveta, especialistas russos consideraram de pouco peso a série de argumentos da comissão internacional sobre a implicação da Coreia do Norte no afundamento da corveta”.
Para o general Makárov “é cedo para extrair conclusões definitivas. Nosso grupo de especialistas que trabalha em Seul atualmente prepara os materiais para seu relatório às autoridades’’.
O chefe das Forças Armadas russas disse ainda que a chancelaria russa deve tornar público este relatório após sua entrega ao Kremlin.
Equipe de especialistas
Ainda no fim de maio o presidente russo, Dmitri Medvedev, enviou à Coreia do Sul uma equipe de especialistas para analisar os resultados da investigação internacional sobre o naufrágio da corveta.