Internacional

OEA reavaliará readmissão de Honduras


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Lima - A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou ontem um plano para enviar uma missão de “alto nível” a Honduras para avaliar a situação jurídica e política do país, levando eventualmente à sua readmissão na entidade.

A OEA suspendeu Honduras no ano passado por causa do golpe que derrubou o presidente Manuel Zelaya. A readmissão foi discutida durante horas anteontem, até que se decidiu pela formação da comissão, que terá até 30 de julho para apresentar seu relatório à Assembleia Geral.

O plano foi confirmado ontem pela 40.a Assembleia Geral da OEA, que ocorre em Lima, no Peru. A situação de Honduras não estava na agenda oficial, mas dominou o evento. Os Estados Unidos defendem a readmissão imediata de Honduras, ao contrário do Brasil e de outros países latino-americanos.

“A postura do Brasil é a mesma desde o golpe militar (contra Manuel Zelaya, em junho do ano passado). Devem ser dadas condições seguras para seu retorno ao país, onde ele deverá exercer seus direitos políticos. Para o Brasil, estes são elementos essenciais”, afirmou o secretário-geral do Itamaraty, embaixador Antônio Patriota, que representou o Brasil na assembleia.

Hillary pede mais impostos

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, defendeu ontem que os países da América Latina deveriam impor alíquotas de imposto mais altas sobre os ricos, alegando que o crescimento econômico e a competitividade da região dependem disso.

Hillary disse que a evasão fiscal entre os mais ricos no hemisfério ocidental é inaceitavelmente alta e prejudica esforços para construir a tão necessária infraestrutura, como estradas, pontes e plantas de energia. O problema também impede os países americanos de reduzir a pobreza e melhorar o sistema de saúde, segundo Hillary. As declarações foram feitas em discurso em Quito, capital do Equador, ontem, para expor as novas diretrizes da política norte-americana para a América Latina.

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