Isso nós todos sabemos. Mas o mais importante no momento não se trata de ter um nome da nossa área. Trata-se de alguém que articule a cultura sob toda complexidade que ela tem. Tem quer ser alguém com visão de mundo.
Que compreenda a visão do artista, seja ele do teatro, da música, poesia, das plásticas, do dia-a-dia. Hoje, nosso mundo é repleto de artistas sem palco, por que nós, artistas, às vezes pecamos no fato de achar que nossas ações são suficientes para que o nosso mundo entenda o que pensamos. Não, somos apenas artistas que precisam de palco, de uma tela, de um instrumento... E de pessoas que nos ouçam com a voz da sensatez.
No momento a Cultura de Bauru precisa de alguém apaziguador. Precisa de um agente público que faça a interlocução entre as necessidades dos artistas com as necessidades do nosso público. Não precisamos de um agente cultural para gerenciar o nosso trabalho artítisco. Precisamos de um agente que ouça, traduza, execute e faça o nosso trabalho soar nos quatro cantos e Bauru. Talvez seja a hora de darmos voz aos jovens que têm se mostrado como articuladores de boas idéias. Tenho muitos compromissos. Mesmo que convidado não sei se seria o momento. O momento deve ter novidade que não são novidades. São pessoas com história e que participaram em todos os momentos dos altos e baixos da história de Bauru.
O Rodrigo, nosso prefeito, tem a grande oportunidade de rever conceitos e fazer valer sua proposta de governo. O compromisso deve atender aos que anseiam por atendimento. A paz deve reinar na cultura. O agente deve ser articulador e não ator. Há nomes dentro do gabinete do prefeito. Vamos ver se o prefeito acredita na própria equipe.
Paulo Neves