Internacional

EUA, Alemanha e Itália querem investigação internacional sobre Israel


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Washington - os EUA insistiram ontem em que a investigação da interceptação militar israelense de uma frota humanitária em alto-mar, que deixou nove mortos, só terá credibilidade com algum tipo de participação internacional.

Israel rejeitou a proposta da ONU de criar uma comissão de especialistas de vários países, entre eles a Turquia, origem dos mortos e da maioria dos feridos. Mas anunciou dois inquéritos domésticos: um civil e um militar.

Até ontem, a comissão civil seguia indefinida, à espera da aprovação dos EUA.

O premiê Binyamin Netanyahu rejeitou a investigação da ONU, dizendo que ela poderia criar um “precedente perigoso”, abrindo as portas para a intervenção estrangeira em Israel, já sob crescente isolamento diplomático.

Mas ele se disse disposto a incluir no time de investigadores, além de juristas israelenses, especialistas estrangeiros (um deles americano).

O premiê deixou claro que não aceitará que soldados sejam interrogados.

Alemanha e Itália

A Alemanha e a Itália afirmaram que querem o envolvimento do quarteto internacional do Oriente Médio numa investigação “transparente e neutra” sobre a operação de Israel. O quarteto é composto por EUA, União Europeia, ONU e Rússia.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, e seu colega italiano, Franco Frattini, afirmaram após um encontro em Berlim que gostariam que houvesse uma investigação internacional.

“Nós concordamos que é preciso haver uma investigação completa, transparente e neutra com um componente internacional”, disse Westerwelle.

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