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Copa 2010: Craque holandês, Robben não deve encarar Dinamarca


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Se na arquibancada havia diversidade, a Holanda exibia dinâmica em campo, característica de seu futebol. E conversas constantes. O treino holandês foi composto por lances rápidos, em dois toques, ou por triangulações. E seguido por coletivo em campo reduzido com velocidade nos passes e trocas de posição constantes dos jogadores.

Para acertar toda a movimentação, o técnico Ben van Marwijk fez cinco reuniões com o grupo para explicar o que queria. Ao final de cada atividade, era hora para um papo com o treinador para novas instruções. Até a corrida para encerrar a atividade foi precedida por uma preleção.

Continua de fora das atividade o atacante Robben, do Bayern, que sofreu uma lesão na coxa. Ele está praticamente fora da estreia ante a Dinamarca, na segunda. Apesar do desfalque, os holandeses estão confiantes, como exibiu Van Persie em entrevista ao site da Fifa. “Devemos chegar pelo menos às semifinais. Isso é um dever para nós, se levarmos em conta os 23 jogadores e os times onde jogam”, afirmou o atacante, que diz que o time está preparado mentalmente e fisicamente.

A Holanda só ficou entre os quatro primeiros em três Copas (1974, 1978 e 1998). Mas um belo voleio e um chute colocado na trave durante o treino, além das rápidas trocas de passes, indicam que a Holanda tem qualidade para atingir suas metas na Copa.

Treino aberto

Um negro sul-africano levanta a bandeira da Holanda. Vestido com o uniforme laranja, ele canta, dança e assopra sua vuvuzela para embalar o treino da seleção europeia, o primeiro aberto ao público antes da Copa-2010. Comum em qualquer outro lugar do mundo, o fato surpreende na África do Sul.

O símbolo holandês, com suas linhas horizontais e três cores, serviu de inspiração para a antiga bandeira da África do Sul, lembrança da época do apartheid, que segregava brancos e negros. Foram os africânderes descendentes de holandeses, juntamente com os ingleses, que implantaram o sistema que perdurou até 1990. A população negra não costuma usar a camisa da Holanda no dia a dia.

Mas, pelo menos em volta de um campo de futebol, o país reconciliou-se com os nativos sul-africanos. No estádio de rúgbi da Universidade de Wits, a movimentação dos atletas encheu com a distribuição de ingressos gratuitos. Prática, aliás, condenada pela Fifa, mas feita com bilhetes com logos oficiais da Copa. Negros dividiram arquibancadas com brancos, entre representantes da comunidade holandesa na África do Sul e torcedores vindos da Europa para o Mundial.

“Outra” Holanda

“Não penso nela [Holanda] ligada ao apartheid”, disse Ronny Totjela, negro com a camisa da Holanda. Não era um caso único. A reportagem contou pelo menos outros cinco espalhados pela arquibancada vestindo casacos e gorros laranjas. Ao lado de Totjela, Van der Vit, branco e descendente de holandeses, dividia uma vuvuzela com ele e usava camisa da África do Sul.

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Portugal: Por temer mais cortes, jogadores vetam jogo duro

Após perder o atacante Nani, cortado por uma lesão no ombro, a seleção de Portugal tomou todos os cuidados no treino de ontem, na Höerskool Bekker. Quem não atuou na vitória por 3 a 0 sobre Moçambique (ou os que jogaram pouco), ontem, fez um coletivo com a participação do sub-20 do Bidvest Wids, de Johannesburgo. Oito portugueses se misturaram aos atletas do Wids, numa atividade que durou 45 minutos.

“Pediram para tomar cuidado com o Pepe [zagueiro nascido no Brasil], não entrar duro”, contou um dos juvenis do Wids. Após seis meses de inatividade devido a uma lesão no joelho direito, Pepe voltou a jogar nesta semana. No amistoso contra Moçambique, ele jogou 15 minutos. Hoje, após o treino, foi visto com uma imensa bola de gelo em volta do joelho operado. Portugal é o terceiro rival do Brasil na Copa, no próximo dia 25.

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Argentina: Maradona pode escalar três atacantes

Maradona vai ao ataque. A Argentina continua escondendo os treinos e a escalação, mas há indícios de que entrará em campo com três atacantes ao estrear na Copa, no sábado, contra a Nigéria. Segundo membros da delegação argentina, essa foi a formação adotada no coletivo de ontem, que não foi visto pela imprensa. A mídia teve acesso apenas aos últimos 15 minutos do treino.

A dúvida que atormentava o treinador, entre escalar um 4-4-2 ou um 3-4-3, parece ter sido resolvida por uma solução intermediária, com Jonas Gutierrez fazendo um papel híbrido entre lateral e meia. O time titular seria formado por: Romero; Demichelis, Heinze e Samuel; Gutierrez, Mascherano, Verón e Di María; Messi, Higuaín e Tevez.

No final do treino, realizado na Universidade de Pretória, El Pibe causou alvoroço ao dar alguns chutes a gol. Em cinco oportunidades, duas bolas foram defendidas por Romero, duas bateram no travessão e uma foi um golaço, no ângulo. Na entrevista coletiva, Heinze despertou risos gerais ao responder à pergunta de um jornalista europeu: “O que você acha do técnico da Nigéria?”. O zagueiro do Olympique de Marselha respondeu: “Eu não acho nada. Costumo ver vídeos de jogadores, e não de treinadores.”

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Espanha: Iniesta é dúvida para a estreia

O departamento médico da Espanha informou ontem que o meia Iniesta sofreu um edema muscular na perna direita e pode ficar fora da estreia da equipe na Copa, contra a Suíça, dia 16. Os médicos não disseram quantos dias serão necessários à recuperação, mas a lesão é considerada leve. Ele se machucou aos 38min do jogo com a Polônia, anteontem.

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