São Paulo - A Justiça do Pará condenou o ex-deputado estadual e médico Luiz Afonso Proença Sefer a 21 anos de prisão por abusar sexualmente de uma menina de 9 anos. Sefer, 54 anos, chegou a ter a prisão decretada e foi considerado foragido pela Justiça, mas obteve ontem um habeas corpus e deve ficar livre até o julgamento de uma liminar.
As investigações contra o então deputado vieram a público no final de 2008. Segundo o Ministério Público Estadual, a menina, que vivia em Mocajuba (240 km de Belém), foi levada em 2005 para a casa de Sefer para que fizesse companhia a uma filha dele.
Após dois dias, Sefer passou a agredir e a abusar sexualmente da menina, de acordo com a denúncia, que afirma que a violência continuou até ela fazer 13 anos.
Em março de 2009, Sefer foi inquirido em Belém pela CPI da Pedofilia do Senado e se desfiliou de seu partido, o DEM, para evitar a expulsão.
No mês seguinte, renunciou ao mandato. Seu advogado, Osvaldo Serrão, afirma que o pedido de prisão é “uma estupidez jurídica” e viola o princípio de presunção da inocência. Ele diz que vai recorrer da condenação.
No julgamento, o ex-deputado negou o crime e afirmou que a menina fez as acusações porque ele pretendia mandá-la de volta para Mocajuba por mau comportamento.
Além dos 21 anos de prisão, o ex-deputado foi condenado a pagar R$ 120 mil à vítima por danos morais.