Depois de um dia todo trabalhando em alta, a Bovespa titubeou no final, virou e fechou em queda. O noticiário vindo da China e as declarações do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, - razões que garantiram os ganhos das Bolsas ao longo da sessão - acabaram sendo deixados em segundo plano na última hora. Os índices norte-americanos foram devolvendo a alta até virarem e fecharem em baixa. Tal comportamento foi acompanhado de perto pela Bovespa.
O Ibovespa encerrou na mínima pontuação do dia, de 61.478,61 pontos, em baixa de 0,51%. Na máxima, registrou 62.684 pontos (+1,44%). No mês, registra perdas de 2,49% e, no ano, de 10,37%. O giro financeiro totalizou R$ 5,179 bilhões.
A Bolsa doméstica exibiu fôlego no início dos negócios e até atingir a máxima, na hora do almoço, sustentada pela alta das commodities, tanto metálicas quanto o petróleo. Mas o ritmo foi diminuindo e as Bolsas norte-americanas devolveram os ganhos, passando a operar em baixa por volta das 16h. O euro enfraqueceu à medida que os investidores foram ficando mais cautelosos. Hoje, a agenda está cheia e o BCE e o BoE vão anunciar suas decisões de política monetária. Há ainda a expectativa de uma divulgação de mais detalhes sobre o fundo contra crises sistêmicas da União Europeia.
Após alguma volatilidade em alta e baixa, o Dow Jones acabou encerrando o dia em queda de 0,41%, aos 9.899,25 pontos. S&P perdeu 0,59%, aos 1.055,69 pontos, e o Nasdaq recuou 0,54%, aos 2.158,85 pontos.
Nos EUA, o presidente do Fed disseque a economia do país deve continuar a crescer este ano e no ano que vem, mas o ritmo não será forte o suficiente para ajustar o mercado de trabalho no curto prazo e reduzir o elevado déficit orçamentário. Bernanke também previu que o país deve crescer 3% ou 4% este ano.
O petróleo e os metais subiram no exterior, o primeiro por causa da queda dos estoques nos EUA e os outros, por causa da China. Isso teve efeito sobre os papéis ligados às commodities no Brasil. Petrobras ON terminou em alta de 0,44%, mas a PN recuou 0,37%. Vale ON subiu 0,36% e PNA ganhou 0,40%.
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RENDA FIXA
Renda bruta: 10,09%
Ganho líquido/30 dias: 0,84%
Pela taxa média de 10,09% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 21 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,842744% e líquido de 0,674195%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,07% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,679839% e líquida de 0,543871%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: queda de 0,51%
Volume: R$ 5,18 bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,51%, aos 61.478,61 pontos e com R$ 5,18 bilhões negociados. Nos Estados Unidos, o Dow Jones caiu 0,41% e a Nasdaq teve queda de 0,54%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 72,80
Variação: baixa de 1,09%
A cotação do grama do ouro apresentou baixa de 1,09% na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a R$ 72,80. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,234,60, apresentando queda de 0,27% às 17h43.
DÓLAR
Comercial: R$ 1,847
Variação: queda de 0,65%
O dólar comercial fechou ontem em baixa de 0,65% com valor de compra de R$ 1,845 e de venda de R$ 1,847. O paralelo apresentou queda de 0,99% a R$ 1,870 na compra e R$ 2,01 na venda. O dólar turismo apresentou baixa de 0,51% a R$ 1,827 na compra e R$ 1,933 na venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em julho fecharam a R$ 1,856,50 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em baixa de 0,43% às 17h45. O Índice Bovespa Futuro fechou em queda de 0,61% aos 61.550, e contratos de juros futuros (DI) com vencimento em janeiro de 2011 e janeiro de 2012 a 11,03% e 11,91%, respectivamente.