Tribuna do Leitor

O rumo da Cultura


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Estudo os alicerces mais profundos da Ciência Administrativa em campo acadêmico - Teoria Geral da Administração, Processos Administrativos e Tecnologias de Gestão. Fato esse que me fez analisar academicamente os fatos ocorridos com o ex-secretário de Cultura. Obviamente, a departamentalização funcional, arcaica, resultado da obsolescência de ordenamentos jurídicos públicos que constituem as normas usadas pelo nosso poder executivo, resulta na interminável nomeação, exoneração e nomeação.

Em síntese, as leis permitem que os eleitos pelo povo escolham seus secretários sem exigir nenhum pré-requisito, hoje eu trabalho para te eleger e amanhã estou ocupando um cargo imporantante, sem ter a dimensão das responsabilidade e das desastrosas consequências que o mau uso do poder pode trazer. Claramente vou citar o exemplo do nosso ex-secretário de Cultura. O único culpado por sua queda é ele mesmo, pois nã o soube cumprir seu papel diante da pasta, não soube ser o líder que o prefeito queria que fosse.

Se funcionário é relapso, devagar, procrastinador, cabia a ele contornar a situação e buscar como um administrador, como um líder no popular “botar a casa em ordem”. O primeiro passo é ter os funcionários do seu lado, motivá-los a produzir, ganhar a confiança deles e guiá-los ao projeto comum e a propagação da cultura na cidade.

Qualquer calouro na faculdade de administração sabe que o maior capital que se pode ter na empresa é o capital intelectual. Dizer que funcionários da cultura não prestam e cair na vala comum é ignorar os fatos. A mesma secre-taria com os mesmos funcionários já propagaram muito na cidade.

Vale se lembrar dos projetos Santa da Casa, Gira Som, Vitória Rock, Viola Viva, Oficina de Dança, Teatro, Música, Artes Plasticas, recuperação dos Museus, da Maria Fumaça, Bibliônibus, Feira do Livro Infantil, Banda Municipal, Orquestra Municipal, Caminhão Palco, A Escola Vai ao Teatro e vários outros projetos que simplesmente morreram ou agonizam na atual administração. Os projetos mencionados só aconteceram porque em determinado momento cada parte da Secretaria de Cultura agiu de acordo com sua atribuição, ou seja, o secretário e seus assessores fazendo políticas de inserção cultural na cidade, buscando apoio e parcerias com o governo federal, na lei de incentivo à cultura, na iniciativa privada e cooperativas, pois esse é papel do secretário.

Os demais agente culturais não têm que fazer política, eles têm de ser técnicos, botar a mão na massa e fazer com que os proje-tos andem. Concluo que está tudo errado, tudo de cabeça pra baixo, o agente político querendo fazer o serviço administrativo por desconhecer o políticas culturais e os funcionários tendo que fazer políticas culturais porque não conseguem demanda de eventos para trabalhar, triste resultado: secretário dem itido, funcionários desmotivados e 2 anos de governo jogados fora, 2 anos em que a Secretaria de Cultura parou.

Não vou propor aqui um extemínio em massa, caça às bruxas ou outra medida radical, proponho ao governo do sr. Rodrigo Agostinho que pare, reflita, deixe a questão política em segundo plano porque nesse momento a Secretaria de Cultura precisa de um líder, um administrador que vá retomar todos esses projetos e começar a traçar o rumo da política cultural na cidade, alguém que estará preocupado em atingir resultados e não apenas usar o poder para diversão, perseguição e ostentação.

Rumo! A Secretaria de Cultura precisa de um rumo e principalmente alguém para liderar esse processo!

Leandro Alves Ribeiro, estudante do curso de Administração de Empresas

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