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Copa 2010: Retrospecto é o melhor contra asiáticos


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Adversária de estreia do Brasil na Copa do Mundo, hoje, em Johanesburgo, a Coreia do Norte faz parte da escola de futebol contra a qual a seleção ostenta seu melhor retrospecto histórico. Nem equipes da Oceania sofreram tanto contra o Brasil - quantitativa e percentualmente - como as do continente asiático.

Apesar do péssimo retrospecto dos adversários, o técnico Dunga elogiou os norte-coreanos. “É uma equipe compacta, que se fecha e sai em velocidade. Vamos ter que encontrar uma forma de superar isso.”

Em 24 duelos contra asiáticos, o Brasil ostenta 20 vitórias, três empates e uma única derrota - justamente para a Coreia do Sul, em amistoso no dia 28 de março de 1999.

“Lembro daquela partida, estava um frio monstruoso”, recorda-se o atacante Amoroso, do Guarani, sobre o tropeço por 1 a 0 na cidade de Seul.

O confronto foi o quarto sob o comando de Vanderlei Luxemburgo e o primeiro da seleção naquele ano, em excursão que renderia uma visita ao Japão três dias depois.

“Não jogamos realmente tão bem e eles marcaram no final”, reconhece o jogador. Nos acréscimos, o sul-coreano Kim Do-hoon, que saíra da reserva, decretou a derrota brasileira.

“Aquele time estava em fase de preparação, diferente deste de agora, que vai iniciar uma Copa”, completou Amoroso, que atuou no futebol japonês entre 1992 e 1994.

Prestes a decidir sobre a aposentadoria após meses sem jogar em 2010, Amoroso ressalta que o Brasil não deve menosprezar o rival asiático de hoje.

“Geralmente são equipes fracas, mas que correm muito, sempre cheias de vontade e que nunca se abatem. É tanta determinação e disciplina tática que você nunca sabe o que pode acontecer.”

E o discurso cauteloso foi repetido por Dunga na entrevista de ontem. “As seleções asiáticas evoluíram muito. Temos que entrar em campo concentrados para conseguir a vitória”, alertou o treinador da Seleção Brasileira.

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Kaká não sabe quanto jogará hoje

Depois de uma temporada inconstante e criticada no Real Madrid, o meia Kaká tem a oportunidade de se reerguer no cenário internacional a partir desta terça-feira, quando terá a missão de ser a principal estrela do Brasil na Copa do Mundo da África do Sul. O jogador, inclusive, não sente qualquer resquício dos problemas musculares que sofreu nos últimos meses e depende apenas das condições físicas para atuar durante os 90 minutos contra a Coreia do Norte.

“Estou muito bem e também tenho vontade de jogar. Fiz tudo o que precisava nos treinos e espero colocar em campo amanhã (hoje). Estou 100%, vamos ver quanto tempo vou aguentar jogar”, afirmou o meia. Camisa 10 da seleção brasileira, Kaká nunca perdeu a confiança de Dunga nesta reta final de preparação. A temporada pelo Real Madrid foi atrapalhada por uma pubalgia, e o atleta ainda se apresentou ao Brasil com um problema muscular na coxa, que o impediu de integrar os primeiros treinos.

O que aumentou a confiança do meio-campista foi a participação nos amistosos contra Zimbábue e Tanzânia, quando mostrou que não sente mais limitações, apesar de ter constatado sua falta de ritmo de jogo. Portanto, o tempo em campo diante da Coreia do Norte, hoje, será com base em sua condição física. Apontado como principal estrela da equipe, Kaká não foge de suas características e sempre evita o rótulo de único craque. “Vou ser um dos líderes, mas temos outros também”, finalizou.

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