São Paulo - A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical divulgaram notas para comemorar a decisão do presidente Lula de confirmar o aumento aos aposentados.
Ontem, Lula sancionou o reajuste de 7,7% para os aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima de um salário mínimo. Ele, no entanto, vetou o fim do fator previdenciário.
Para a Força Sindical, o reajuste é uma demonstração de sensibilidade social. “O aumento é uma conquista do movimento sindical e uma derrota para os tecnocratas de alguns setores do governo que desejavam um reajuste bem menor”, afirma nota da central.
A Força diz que o aumento irá beneficiar 8,35 milhões de aposentados e colocará R$ 6,7 bilhões na economia este ano.
Para a CUT, o aumento é positivo. “Já a manutenção do fator previdenciário, a nosso ver negativa, faz a CUT continuar na luta e pela extinção desse perverso mecanismo.”
A central, no entanto, lembra que o aumento 7,7% se limita a este ano. “É preciso ficar claro que o acordo anteriormente fechado com as centrais é amplo, e não se restringe a um reajuste pontual como o aprovado hoje’’, diz nota da entidade.
No lugar do fato previdenciário, a CUT propõe a fórmula 85/95. Nesse sistema, os homens se aposentam quando a soma da idade e do tempo de contribuição atingir 95 e as mulheres, 85.
A entidade também pede outras mudanças, como considerar tempo de contribuição o período em que o trabalhador estiver desempregado recebendo seguro-desemprego.
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Lula quer cortes no Orçamento
São Paulo - O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que, antes de sancionar o reajuste de 7,7% para os aposentados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consultou a equipe econômica sobre maneiras de compensar a decisão com cortes no Orçamento, e obteve resposta positiva.
“O presidente reafimou seu compromisso com a responsabilidade fiscal”, declarou Vaccarezza.
Contrariando a equipe econômica do governo, Lula concedeu ontem o reajuste de 7,7% para os aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima de um salário mínimo. Lula, no entanto, vetou o fim do fator previdenciário.
O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, o impacto sobre as contas públicas será de R$ 1,6 bilhão neste ano. Mantega informou que, para manter o equilíbrio fiscal, haverá cortes em custeio e emendas parlamentares. “O presidente Lula nos liberou para fazer os cortes necessários, que vão compensar os 7,7%”, disse.