Ao ater-se no ouvi dizer e daí emitir opinião a respeito daquilo que não é do seu domínio, demonstra ao[s] autor[es] razoável desconhecimento histórico, provocando o conseqüente equívoco que beira a dimensão do ridículo.
Nossa esplanada ferroviária vem, como nossos heróis do passado, resistindo aos ataques desses ridículos, mesmo porque, evidencia o malefício dos sempre vivos quinta colunas que nunca aceitaram o progresso inexorável que “nossa província estaria condenada a usufruir no futuro”, construída às custas de muito sangue e mortes ocorridas com objetivo de pontuar toda comunidade como uma das mais importantes do estado paulista.
A tendência de crescimento do transporte sobre trilhos é global. O setor ferroviário de carga e de passageiros entrou numa promissora onda de expansão. São Paulo, Rio e Minas, investem hoje, 15 bilhões de reais na área.
Mesmo assim, neófitos palpiteiros ainda sugerem a absurda idéia da retirada dos trilhos de nossa esplanada ferroviária. Não enxergam o caminho já construído de forma irreversível do crescimento do transporte sobre trilhos.
A pretensa desativação definitiva sugerida, que hoje é parcialmente visível e isso causa o sentimento de abandono àqueles que “ouvem dizer”, obedeceu a um tremendo erro logístico que, estrategistas responsáveis haverão de reverter o tempo perdido no equacionamento de sua solução e de forma urgente, liderados por São Paulo, Rio e Minas.
Nicanor Amaro da Silva Neto