Tribuna do Leitor

MEGALONANISMO


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O Conselho de Segurança da ONU votou as sanções a serem impostas à sanguinária ditadura Iraniana em razão de sua insistência no enriquecimento de urânio. É a medida necessária numa nação que convive em estado de beligerância há 3.000 anos, isso sem se falar nos discursos pró-extinção dos judeus e de intolerância política e religiosa de seu presidente. A paquidérmica diplomacia brasileira, capitaneada pelos inglórios Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia, há muito nos coloca além da linha do ridículo. Sem nunca ter recebido procuração do Conselho de Segurança, tão pouco de qualquer indicação ou apoio externo, o Brasil autodenominou responsável pela paz mundial. Lula, como gosta de fazer nas espúrias barganhas políticas que arquiteta aqui, achou que falar de “comida para o povo do Irã” resolveria o problema do qual ele e sua malfadada equipe desconhecem as verdadeiras origens e intenções.

Tomamos um passa-moleque em Honduras, dançando a salsa tocada pelo aprendiz de ditador e caubói amalucado Zalaya e seu soberano, Hugo Chaves. Chamamos de muy amigo o cocaleiro doido Evo, enquanto suas tropas invadiam instalações da Petrobras.

O presidente paraguaio rasgou o contrato de Itaipu nas barbas de Lula e nosso presidente só disse que “o Brasil não pode ter um vizinho pobre”, mas nada falou quando as milícias paraguaias enxotaram milhares de brasileiros que viviam há décadas em fazendas produtivas e legalmente adquiridas no país vizinho. Somos motivo de escárnio e, embora nossa “diplomacia” só funcione em favor de ditadores, a propaganda do governo vai ludibriar a opinião pública como sempre faz com essa nefasta sín-drome do magalonanismo. Que país de tolos.

Ivan Garcia Goffi - advogado

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