Tribuna do Leitor

Vamos usar a matemática para a próxima eleição?


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Já há algum tempo, escrevi a esta coluna preocupado com as próximas eleições, que com certeza haveria muitos pseudocandidatos de Bauru, além dos paraquedistas costumeiros e novamente iríamos eleger somente o mesmo e único deputado estadual.

Mas acredito que Bauru poderia não ficar mais uma vez a “ver navios” no que tange à eleição de mais um deputado estadual e a tão sonhada expectativa em torno de um representante em Brasília.

Antes de partirmos para a questão da matemática propriamente dita, não podemos deixar de mencionar nossa insatisfação quanto aos partidos políticos de Bauru, que segundo consta apresentaram 11 (onze) pré-candidatos a deputado estadual e 8 (oito) candidatos a deputado federal e mais um da região, totalizando para esse cargo 9 (nove) pré-candidatos. Existe um partido com 2 (dois) pré-candidatos de Bauru.

O Brasil é um Estado Democrático de Direito e para ser candidato a qualquer cargo basta não ser analfabeto, ter idade legal, ser eleitor, filiado a um partido político, escolhido em convenção e ter “ficha limpa”, de maneira que não se pode impedir aquele que ostentar tais condições de ser candidato.

Acontece que a grande maioria não tem condições de se eleger, isto é, não tem densidade eleitoral por falta de serviços já prestados à coletividade. Uns, embora sabendo que não serão eleitos, se candidatam para ter o nome na mídia e talvez no futuro tentar a eleição para o cargo de vereador ou até mesmo a prefeito. Outros, também sabendo que não serão eleitos, são candidatos visando arregimentar alguns votinhos e ajudar a eleger um “companheiro”. Todos esses comportamentos atrapalham a e-leição de quem tem condições de se eleger, isto sem contar os votos brancos e nulos e, o que é pior, os votos em favor dos paraquedistas (só o voto distrital evitaria essa anmalia).

Mas há como eleger sim mais um deputado estadual por Bauru e por que não pelo menos um deputado federal? Baseado em eleições passadas, em 3 de outubro próximo teremos algo em torno de 200 mil votos válidos. Conforme vimos na edição do JC do domingo retrasado, temos um ótimo candidato a deputado federal que, segundo o seu partido, poderá se eleger com 45 mil votos. Esse candidato defende a necessidade de 60 mil votos, o que nos parece ser uma realidade matemática e pensamos ter ele densidade eleitoral para tanto, enquanto que outros necessitam do dobro ou do triplo desses votos para se eleger.

Então, basta os eleitores conscientes analisarem todos os candidatos e verificarem quantos votos precisam para se elegerem nos partidos em que estão e, se for um número muito grande, procurar outra alternativa dentre os bons, tudo de forma a se efetivar uma concentração maior de votos em no máximo dois ou três candidatos dentre os apresentados.

Por último, penso não ser conveniente votar em quem já tem mandato e quer mudar para outro cargo, não honrando a confiança dada por aqueles que o elegeram. Finalizando, pergunto: seria utopia votar maciçamente em no máximo dois ou três candidatos de Bauru? Acredito que não...

Audecir de Carvalho

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