Pela primeira vez na história, o México derrotou a França. Ontem, no Estádio Peter Mokaba, em Polokwane, os latino-americanos venceram por 2 a 0, graças a gols de Hernández e Blanco, em confronto válido pelo Grupo A da Copa do Mundo da África do Sul.
O triunfo deixa o México com boas chances de classificação às oitavas de final do Mundial. O time chega à última rodada da competição na segunda colocação da chave, com quatro pontos ganhos, e enfrenta o Uruguai, que também soma quatro pontos. Um empate na última partida da primeira fase classifica as duas seleções.
Já a França complica-se na Copa do Mundo. Com apenas um ponto ganho e sem gols marcados em duas partidas disputadas, o time comandado por Raymond Domenech enfrenta a África do Sul, precisando vencer por goleada e torcer contra México ou Uruguai para avançar às oitavas de final do Mundial.
O jogo
A partida no Estádio Peter Mokaba começou agitada, bem diferente da tônica da maioria dos jogos da Copa do Mundo. Logo aos três minutos, Giovani dos Santos recebeu bem na esquerda e bateu na trave de Lloris, mas o árbitro já assinalava impedimento do atacante mexicano.
A resposta da França não demorou a acontecer. Anelka recebeu na entrada da área e arriscou o chute, mas mandou para fora. Pouco depois, aos 13 minutos, Ribéry bateu cruzado após cobrança de falta ensaiada, mas ninguém apareceu para completar a jogada.
Ainda no primeiro tempo, o técnico Javier Aguirre foi obrigado a gastar uma de suas substituições. O atacante Vela sentiu uma lesão muscular e saiu para dar lugar a Pablo Barrera. Logo em sua primeira participação no jogo, Barrera dividiu no alto com Lloris e assustou a torcida francesa.
A França voltou para o segundo tempo com Gignac, no lugar de Anelka no comando do ataque, mas a mudança surtiu pouco efeito. A primeira boa chance europeia saiu dos pés do meia Malouda, que bateu para boa defesa de Óscar Perez, aos oito minutos.
O gol mexicano aconteceu aos 19 minutos de jogo. Rafa Márquez lançou Hernandez, que apareceu sozinho dentro da área, driblou com categoria o goleiro Lloris e empurrou a bola para as redes, marcando o gol número 2.100 da história das Copas.
Atrás no placar, a França não demorou a adiantar seu posicionamento em campo e passou a pressionar os mexicanos. O esforço foi em vão: aos 32 minutos, Abidal cometeu pênalti em Barrera. Blanco foi para a cobrança, acertou o canto direito do goleiro francês e sacramentou a vitória do México.
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Grécia vira sobre a Nigéria e vence pela primeira vez
Treinador mais velho na África do Sul-2010, o alemão Otto Rehhagel, de 71 anos, parece predestinado a alcançar feitos importantes pela Grécia. Há seis anos, o comandante levou o país ao inédito título da Eurocopa. Ontem, fez parte do time grego que venceu pela primeira vez em uma Copa do Mundo. A vítima: a Nigéria, derrotada de virada por 2 a 1, no estádio Free State, em Bloemfontein.
Antes da partida, a Grécia nem sequer havia marcado um gol em Mundiais. Contudo, Salpingidis e Torosidis fizeram a torcida soltar o grito engasgado na garganta diante de um rival que atuou com um a menos desde a etapa inicial - pela expulsão de Kaita. O resultado deixa a Argentina na liderança isolada do grupo B (seis pontos) e bem próxima da classificação para as oitavas de final. Os gregos estão com três ao lado da Coreia do Sul. A Nigéria segue sem pontuar. Todos os integrantes da chave permanecem com chances. Na última rodada do grupo B, a Grécia decide seu futuro contra a Argentina, em Polokwane. Já a Nigéria encerra a participação na primeira fase diante da Coreia do Sul, em Durban. As partidas estão marcadas para o dia 22 (terça-feira).
O jogo
A Grécia iniciou o confronto sem demonstrar qualquer evolução em relação à derrota contra a Coreia do Sul. Sem criatividade no meio-campo, a campeã da Europa de 2004 parecia um bando desorganizado. O time do técnico Otto Rehhagel não fazia jus à vaga no Mundial.
A Nigéria, aliás, também estava longe de empolgar. Ainda assim, o time africano aproveitou um lance de sorte para abrir o placar. Na cobrança de falta de Uche na esquerda, aos 16 minutos, Odemwingie encolheu o pescoço e deixou a bola passar direto. O goleiro Tzorvas acabou enganado na jogada.
A monotonia em campo foi encerrada em uma jogada infantil de Kaita. Aos 33 minutos, o meio-campista perdeu a cabeça e tentou agredir Torosidis em uma disputa em que a bola já havia saído de campo. Resultado: cartão vermelho. O vacilo africano fez a Grécia mudar de postura. O técnico Otto Rehhagel colocou o atacante Samaras na vaga do zagueiro Papadopoulos. O gol de empate quase saiu aos 39 minutos, quando Haruna salvou em cima da linha a finalização do próprio Samaras. Aos 44 minutos, a Grécia, enfim, empatou. Salpingidis mandou o torpedo de longe e comemorou o desvio de Haruna que matou o goleiro Enyeama. Foi o primeiro gol dos gregos na história do Mundial.
Para o segundo tempo, a Nigéria apostou na ousadia e resolveu medir forças mesmo com um a menos em campo. Os africanos tiveram uma oportunidade incrível de marcar o segundo gol, mas Obasi errou o alvo sem goleiro. Até na Copa do Mundo, o famoso ditado “quem não faz, toma” não perdoa. A Grécia assegurou a virada aos 26 minutos. Enyeama não conseguiu segurar a bomba de Tsiolis e permitiu o gol de Torosidis na sobra. Os gregos foram ao delírio em Bloemfontein.