Regional

Sem-terra fecham estrada em Borebi por 3 horas em protesto

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 1 min

Borebi – Um grupo de sem-terra do Assentamento Noiva Lourdes e cerca de 30 famílias desalojadas da fazenda Mamedina fecharam a estrada vicinal que faz a ligação entre Borebi e Iaras por volta das 15h30 de ontem para protestar contra a demora do Incra na vistoria da área e liberação de recursos para obras em assentamentos. Eles atearam fogo em pneus, mas no final da tarde o trânsito foi liberado.

Os manifestantes são ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que a ocuparam a fazenda Mamedina por um mês. Eles reivindicaram a área para reforma agrária. A Justiça concordou com a reintegração de posse no início do mês.

De acordo com Rudi Cabreira Machado, ligado ao acampamento Oziel Alves, a proprietária da área só tem uma licença para ocupar a área, mas não tem documento de comprovação da posse.

Os sem-terra decidiram desmontar os barracos e desocupar a propriedade. A maioria das famílias despejadas foi engrossar o acampamento Oziel Alves, localizado na região.

A reintegração de posse foi dada pela justiça atendendo a ação movida pela empresa Lutepel. A empresa é fabricante de papel, mas a área estava ocupada com pastagens e cana-de-açúcar.

O MST alega que a fazenda faz parte do Núcleo Monção, uma grande gleba de terras que pertenceria à União. A área é próxima da fazenda Santo Henrique, da Cutrale, invadida e depredada por integrantes do MST no ano passado.

Pelas contas do MST, a região tem 40 mil hectares remanescentes do Núcleo Colonial Monções, adquirido pela União em 1909 para um projeto de colonização. As terras se espalham pelos municípios de Agudos, Borebi, Lençóis Paulista, Iaras e Águas de Santa Bárbara.

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