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PMDB nacional intervém em diretório de Santa Catarina por apoio ao DEM


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Florianópolis - O PMDB nacional decidiu intervir no diretório estadual de Santa Catarina para implodir a aliança com DEM, o que daria ao tucano José Serra um palanque único no Estado. Fechada com a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência, a Executiva Nacional do PMDB anunciou a decisão por meio de uma nota.

A maioria dos peemedebistas catarinenses decidiu apoiar o senador Raimundo Colombo (DEM) ao governo. O acordo para reeditar a chamada “tríplice aliança” (PMDB-DEM e PSDB) no Estado prevê a desistência de Eduardo Pinho Moreira em disputar ao governo, o que foi anunciado na segunda-feira.

Em troca, Moreira ficaria com a vaga de vice de Colombo e o ex-governador peemedebista Luiz Henrique da Silveira (2003-2010) com uma das vagas ao Senado. Os tucanos indicariam o candidato para a segunda vaga.

Pinho Moreira, presidente do diretório estadual de SC, terá oito dias para dar explicações ao PMDB nacional. Depois disso, caso a aliança não seja desfeita, uma comissão provisória deverá ser indicada.

A nota do PMDB nacional acusa Eduardo Moreira de ter rompido o compromisso de apoio à petista. O texto afirma que o catarinense “insistiu” em se reunir com Dilma e com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e prometeu apoiar a presidenciável.

A Executiva Nacional afirma que há diferenças entre o quadro político de Santa Catarina e com o de São Paulo, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, Estados em que o PMDB apoiará o presidenciável tucano.

O “compromisso assumido” em SC, diz a nota, influenciou o PT abrir mão de posições em outros Estados, facilitando a aliança nacional.

“Diante de fatos de tal envergadura e de tanto comprometimento, a Executiva Nacional se vê obrigada a assegurar que, no processo político, palavras e compromissos assumidos sejam cumpridos integralmente”, afirma a nota.

Moreira negou ter se comprometido com Dilma. Segundo ele, aliança com o PT dependeria da petista Ideli Salvatti desistir da candidatura para apoiá-lo ao governo, o que não ocorreu.

Ele atacou a direção nacional do seu partido: “São uns serviçais, servis. Estão dando um tiro no pé no Estado porque tem muita gente aqui que era Dilma e vai ficar muito chateada com esse desrespeito a um partido que ajudou a construir a democracia.”

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