Internacional

UE aprova novas sanções contra Irã


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Bruxelas - A União Europeia aprovou ontem novas sanções unilaterais contra o Irã, que incluem medidas contra o setor de gás e petróleo, vital para a economia do país. As medidas foram consideradas mais rígidas do que as adotadas, no último dia 9, pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU, para exercer pressão contra as atividades de enriquecimento de urânio pelo país persa.

Após reunião em Bruxelas, o presidente da UE, Herman Van Rompuy, disse que o bloco “continua profundamente preocupado sobre o programa nuclear do Irã, e novas medidas restritivas se tornaram necessárias”. As sanções devem entrar em vigor em algumas semanas e serão focadas no comércio e em bancos.

No setor de energia, serão proibidos “novos investimentos, assistência técnica e transferências de tecnologias, equipamento e serviços”, diz o comunicado assinado por chefes de Estado e de governo da União Europeia. As medidas visam afetar o refino de petróleo - o Irã é um dos maiores produtores do combustível no mundo, mas tem que importar gasolina por falta de capacidade de refino.

As companhias de transporte iranianas - incluindo as de carga - serão incluídas em uma lista negra e banidas de operar no território do bloco. Novas proibições de vistos de viagens e congelamento de bens serão impostos à Guarda Revolucionária.

As medidas devem ser seguidas por sanções impostas pelo Congresso americano, que tendem a ser ainda mais duras. EUA e UE temem que o Irã continue enriquecendo urânio até alcançar o grau necessário para produzir armas. Teerã afirma que seu objetivo é pacífico. As novas sanções da UE devem ser endossadas pelos chanceleres do bloco em reunião no final de julho.

Apesar das medidas, a chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, disse que as portas continuam abertas para negociações com o Irã. A expectativa é que a conversa ocorra até setembro.

Imprensa

Ao menos 29 editores, repórteres e fotógrafos iranianos foram obrigados a se exilar nos últimos 12 meses, o que representa a mais alta taxa anual de jornalistas que abandonaram o Irã na última década, segundo relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), organização que defende a liberdade de imprensa no mundo.

O total de jornalistas que se exilaram entre 1º de junho de 2009 e 31 de maio de 2010 é o dobro do número dos exilados no período anterior de 12 meses. A cifra é próxima da maior assinalada nesta década, quando o CPJ registrou 82 exilados.

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