Rural

Agricultura familiar terá mais dinheiro da União para nova safra


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou ontem o Plano Safra para a Agricultura Familiar 2010/2011 durante a abertura oficial da 7ª Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária - Brasil Rural Contemporâneo, na Concha Acústica, em Brasília. No total, o governo vai destinar ao Plano Safra R$ 16 bilhões - R$ 1 bilhão a mais que no ano passado -, por meio de custeio e investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Entre os destaques do plano está a redução dos juros para custeio, de 5,5% para 4,5% ao ano, e para investimentos, de 5% para 4% ao ano, nas operações do Pronaf. Dos R$ 16 bilhões do Plano Safra, R$ 8,5 bilhões serão destinados às operações de investimento e R$ 7,5 ao custeio.

Outras mudanças são os novos limites de financiamento para linhas de crédito com o Pronaf Jovem, que tem o limite individual ampliado de R$ 7 mil para R$ 10 mil e do Pronaf Agroindústria, que passa de R$ 18 mil para R$ 20 mil.

Em discurso, Lula disse que no seu governo foi criado o maior número de reservas ambientais e que é preciso também discutir uma forma para que as famílias tenham renda com a proteção da floresta. “Não podemos só ficar fazendo mais reserva, é preciso que a gente comece discutir o que fazer dela para que as pessoas possam tirar proveito. De vez em quando a gente faz uma reserva e é pego de surpresa com desmatamento e venda de madeira lá. Os ministérios devem se juntar para discutir formas para que a reserva não seja apenas uma fonte de preservação, mas de ganha-pão”.

O presidente apontou como possibilidade não retirar as pessoas que moram nas áreas transformadas em reserva florestal, mas pagar a elas um salário para que se tornem guardas da floresta.

Luz para Todos

A uma plateia formada por agricultores de diversos Estados, o presidente falou sobre o Programa Luz para Todos e afirmou que o governo precisou assumir a tarefa de levar luz elétrica para os lugares mais distantes do país por que não há interesse da iniciativa privada em fazê-lo. “Não é qualquer governo que faria o Luz para Todos por que esse programa, à luz de uma boa análise econômica, não é rentável. É nessa hora, que o mercado não vê rentabilidade, que entra o Estado para levar luz elétrica par as pessoas”, disse.

Participaram da cerimônia os ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes. A feira Brasil Rural Contemporâneo, que reúne 650 empreendimentos familiares e tem extensa programação cultural, vai até domingo.

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