Esportes

Política Esportiva: Bauru pode ter Museu do Esporte

Wagner Teodoro e Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 4 min

Bauru pleiteia na Secretaria Estadual de Esportes, Lazer e Turismo (Selt) verba para a criação do Museu do Esporte na cidade. A revelação foi feita pelo secretário de Esportes do Estado de São Paulo, José Benedito Pereira Fernandes, que esteve, ontem, na cidade para discutir o projeto Circuito Turístico Caminhos do Centro-Oeste Paulista, que é desenvolvido em parceria pelas prefeituras de Bauru, Agudos, Avaí, Arealva, Duartina, Iacanga, Lençóis Paulista, Macatuba, Pederneiras e Piratininga e pelo Ciesp, Sebrae e Instituto Soma. O projeto trata do desenvolvimento da área turística da região.

O Museu do Esporte seria instalado na casa em que Pelé morou na cidade, de acordo com o apresentado pelo prefeito Rodrigo Agostinho a Fernandes. “O prefeito está apresentando um projeto do Museu do Esporte, onde ele pleiteia a desapropriação da casa do Rei Pelé. Seria o Museu do Esporte vinculado ao Pelé e também para a divulgação de outras modalidades. Inclusive do futebol, que seria o Esporte Clube Noroeste”, comenta o secretário.

Segundo Fernandes, a ideia tem plenas condições de ser colocada em prática e deve entrar no orçamento da pasta para o próximo ano. “Temos que transformar isso em um projeto e fazer a inclusão na peça orçamentária para o exercício de 2011. É um pedido que vamos estudar e, com certeza, vamos deixar inserido na peça orçamentária de 2011 algo para que se possa iniciar a concretização”, aponta. De acordo com Fernandes, o diálogo sobre o Museu do Esporte será retomado em breve com Agostinho. “Vamos nos reunir com o prefeito na semana que vem e tentar fazer uma viabilização em nível de planejamento”, observa.

Fernandes também fala sobre o projeto Circuito Turístico Caminhos do Centro-Oeste Paulista. “Viemos ouvir os prefeitos e programar a participação do Estado no futuro neste projeto. Este projeto já tem cinco anos e está adiantadíssimo, está estruturado e muito sólido”, considera.

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Secretário ainda em crê em Morumbi na Copa

O secretario Estadual de Esportes comenta sobre o veto da CBF ao estádio do Morumbi como sede dos jogos no Estado de São Paulo para a Copa de 2014. Fernandes se posiciona contra a construção de um novo estádio e vê o Morumbi com totais possibilidades de receber partidas do Mundial. “Quem vai ao Morumbi e olha vê que falta muito pouco para o Morumbi estar plenamente em ordem. Não vou catalogar todas as exigências, mas vamos supor que exista a exigência de uma sala de imprensa, de acomodação para um determinado setor de recepção de torcedor e careça de modificação. É uma coisa perfeitamente viável. Eu acho e torço - e não sou são-paulino, sou santista, mas estamos analisando futebol como um todo - para que esta questão do São Paulo se resolva e fique bom para o futebol paulista e fique bom para o futebol brasileiro”, declara.

Fernandes se posiciona contra investimentos públicos na construção de um novo estádio na Capital. “Há um entendimento de que a obrigação pública passa pela execução de todas as obras que sejam de interesse público e sirvam ao interesse público, à população em geral, independentemente do evento Copa do Mundo. Se você ampliar o metrô, está ampliando um metrô que vai atender à população e à Copa. Se ampliar o sistema viário, vai atender à Copa e a população eternamente”, detalha.

O secretário segue em seu raciocínio sobre o estádio da Copa em São Paulo. “O dinheiro público no Estado não é uma coisa que se enxergue como solução. A solução passa por um entendimento entre iniciativa privada e o clube, que vai ser o beneficiário de utilização do estádio. A posição do governador Alberto Goldman é neste sentido. As obras de infraestrutura são de responsabilidade do Estado e o Estado tem disposição de executá-las. No tocante ao estádio, tem que se arrumar uma solução entre o clube e a iniciativa privada”, salienta.

Fernandes é enfático ao afirmar que a participação de São Paulo é imprescindível na Copa do Mundo do Brasil. “Não existe Copa do Mundo no Brasil que não passe por São Paulo. É impensável, como também é impensável São Paulo não participar da abertura ou do encerramento. Isso também é impossível. As delegações, e aí não depende do órgão dirigente, são autônomas para escolherem onde vão se instalar. Onde vão ser os jogos quem decide é a entidade. Só que onde se hospedam os atletas quem decide é cada delegação. Com certeza, São Paulo vai abrigar o maior número de delegações, por razões óbvias. Ao meu ver, o que está influenciando é mais questão política, não é uma questão técnica e nem operacional. Acho que o tempo, como grande remédio de tudo, não vai ser diferente neste caso”, aposta.

O secretário critica a decisão do presidente da CBF, Ricardo Teixeira. “Ninguém é soberano em um país democrático para querer decidir sozinho. Esta decisão unilateral não pode ser soberana em relação à vontade do povo. Acredito que esta questão vai se solucionar. Como também tenho certeza que falta pouco para o Morumbi ter condição de sediar a abertura”, projeta.

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