Política

Darcy rejeita papel de cartorário em Brasília

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Militante desde os tempos de estudante, o capitão da reserva do Exército, Darcy Rodrigues concorre a uma das vagas da Câmara dos Deputados de Brasília (DF) pelo PDT. Após exercer 25 anos de trabalho no Executivo da cidade, onde passou por diversas funções, essa é a segunda eleição do candidato. Na primeira, foi suplente de vereador nas eleições de 1988, em Bauru.

Aos 68 anos, 50 deles dedicado à política, Darcy abandonou a carreira militar para lutar contra a ditadura militar. Em consequência, foi preso, torturado e banido do Brasil, permanecendo exilado por 10 anos em Cuba. A história do capitão da reserva está na sua biografia “Sargento Darcy, lugar-tenente de Lamarca”, escrito por Antonio Pedroso Júnior. O livro é uma das estratégias do candidato, para fazer seu nome ainda mais conhecido pelos eleitores.

De acordo com Darcy, seu nome foi aventado pelo partido e por instituições que representa, como a Entidade Nacional de Civis e Militares Aposentados e da Reserva (Acimar), Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos e Instituto Zequinha Barreto.

Depois de quase 20 anos sem disputar uma eleição, Darcy garante que não teme a campanha para deputado federal. “As entidades que me apoiam necessitam de representatividade na área federal”, ressalta. Caso eleito, Darcy destacou que irá lutar pelos interesses da cidade. “Mas não devo me tornar um cartorário de Bauru”, destacou. “Não é função precípua do deputado buscar verbas para a cidade. Ele tem que produzir leis e fiscalizar o executivo. Vou procurar lutar por verba por Bauru, sem nunca considerar que é a atividade principal”, destaca.

Ele ressaltou que a cidade precisa de maior representatividade. “A região de Bauru é uma das mais importantes do Estado e exercer sua influência pelo Sul do Mato Grosso, Norte do Paraná e em todo o Estado. E sempre estarei disposto a apoiar iniciativas para a região”, enfatiza.

Além do desmantelamento da malha ferroviária, Darcy foi crítico à política de estado mínimo, que prega o liberalismo. “Para um país que vislumbra a evolução econômica e social, essa não é a solução. Precisamos de um Estado que proteja a população e que tenham medidas que acompanhem essa evolução”.

Darcy definiu sua plataforma em três eixos: a questão de trabalho, aposentadoria e segurança. “A história do partido gira em democracia e trabalho. Uma democracia econômica e popular. Por isso, vou lutar para que haja melhor acesso á educação, saúde e segurança”, observa. “Já que são problemas que mais afligem a população do convívio social”, destaca.

Na área de trabalho, Darcy enfatizou que vai lutar pelos mais jovens. “Buscarei produzir leis para instituir colégios técnicos, mas não nos moldes dos atuais. Mas que tenha a aproximação dos sindicatos , dos empresários, para que os cursos sejam voltados às necessidades da produção e que com todo o arcabouço jurídico”, explica.

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