Depois de um longo período de anonimato, aliás, mais longo que eu esperava, retorno a este ilustre espaço democrático para demonstrar desta vez não a minha insatisfação, como de costume, mas desta vez para elogiar uma iniciativa que deveria ter sido tomada há tempos nesta “terra” de desmandos cometidos na vida pública por indivíduos colocados equivocadamente lá dentro por ninguém menos que nós, os seus eleitores.
Mas, vamos ao que interessa. Este artigo que ora escrevo é referente ao projeto que visa impedir que políticos que ainda exerçam mandatos em fase terminal e que tenha processos já julgados e que foram condenados sejam impedidos de se candidatar novamente a quaisquer cargos eletivos.
Tal projeto é “fruto” de um movimento que, mediante a coleta de 1.300.000 assinaturas, foi encaminhada à OAB e ao Congresso. Ele representa que, embora muitas vezes os cidadãos se acomodem frente a toda essa bandalheira em que se transformou a política em nosso país e que deveria ser exercida tão somente para prestar bons serviços em todas as suas esferas e essa qualidade, deveria ser correspondente aos muitos tributos que todos pagam e que, como contraprestação, isso deveria se reverter em respeito ao cidadão trabalhador e mantenedor de toda essa mordomia aos quais os nobres representantes se locupletam , fazendo viagens, nomeando parentes, cupinchas, amigos, tudo isso, amigo leitor e eleitor, com o nosso dinheiro.
Como todo cristão dotado de fé que lhe guie em sua vida civil e religiosa, quero acreditar que essa medida será de fundamental utilidade pois, digamos, servirá para limpar a classe política, tão mal vista por toda a sociedade devido aos muitos escândalos em que nossos nobres (aliás, nem tão nobres assim) se vêem envolvidos como desvios de verbas públicas (entenda-se custeadas com dinheiro do povo), nomeação de parentes para funções que deveriam ser ocupadas por pessoas por meio de concurso públicos para demonstrar moralidade a todos os que dependem infelizmente das decisões tomadas pelos seus eleitos e que em seu nome escolhem as matérias que serão votadas e tudo o que atingir a população de uma forma direta ou indireta.
Portanto, espera-se realmente que os indivíduos envolvidos em atos ilegais sejam expulsos do processo eleitoral e se possível for até mesmo da política, que deve servir para o bem comum e que este entre no rol de compromissos pelos futuros eleitos e que aqueles que deixarem os seus cargos sejam impedidos de retomá-los e as condenações que tiverem na Justiça sejam cumpridas e assim espera-se que o Poder Judiciário possa agir, concomitantemente, isto é, ao mesmo tempo com transparência e que todos os infratores possam ser julgados com imparcialidade e direito a ampla defesa a que todos têm direito, mas que não seja propiciadas a eles quaisquer formas de regalias e, assim, aplicando a lei como deve ser aplicada.
O Brasil há de ser uma nação onde poderá realmente se cumprir aquilo que está escrito na sua bandeira, "Ordem e Progresso", e que haja ordem no sentido de um país organizado e que essa organização traga o progresso e que pare de se falar que o Brasil é o país do futuro como desde sempre se escuta e que o futuro possa ser construído desde já por meio de voto consciente e que este seja precedido de uma cobrança por parte dos eleitores junto aos seus eleitos.
Rodrigo Cabello da Silva - estagiário de Direito –2º Termo – Iesb Preve