Internacional

Israel avisa que usará todos os meios para barrar navio


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Tel Aviv - Israel informou ontem à Organização das Nações Unidas (ONU) que se reserva o direito de usar “todos os meios necessários” para barrar navios que planejam trazer ajuda humanitária navegando do Líbano até Gaza, bloqueada pelo Estado judeu. Em carta ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e ao Conselho de Segurança, a embaixadora israelense Gabriela Shalev também pediu que o governo libanês evite deixar esses navios partirem.

Um furor internacional começou quando Israel atacou um comboio de seis navios levando ajuda humanitária a Gaza, em 31 de maio, matando nove pessoas. Israel defende que agiu em defesa própria após ser atacado.

Ban Ki-moon pediu novamente que Israel concorde com uma investigação internacional sobre o ataque. Ele afirmou que está contente pelo fato de Israel se comprometer a suavizar o bloqueio a Gaza e deixar mais produtos entrarem no território. Após a onda de críticas, Israel informou anteontem que iria diminuir o bloqueio à Gaza, mas manteria o bloqueio marítimo.

Em meio à pressão internacional, Israel anunciou uma flexibilização do bloqueio a Gaza, porém as restrições navais, de trânsito dos palestinos para fora do território e a maioria das proibições quanto à exportação e entrada de materiais foram mantidas.

Argumento israelense

Shalev disse que, aparentemente, um pequeno número de navios planejava navegar a partir do Líbano e que, apesar de seus organizadores dizerem que querem levar ajuda humanitária a Gaza, “a real natureza de sua ações continua dúbia”.

Ainda segundo Shalev, os organizadores disseram que querem se tornar “mártires” e há uma “possível ligação” com o grupo militantes libanês Hezbollah, cujo líder Hassan Nasrallah convidou cidadãos libaneses a participarem das flotilhas, disse Shalev.

Há “mecanismos apropriados” para mandar ajuda humanitária a Gaza, disse Shalev, pedindo ao Líbano para “demonstrar responsabilidade e evitar que esses navios partam para a Faixa de Gaza”.

Ela também pediu à comunidade internacional que use sua influência para evitar que esses navios partam e para desencorajar seus cidadãos a participarem dessas ações.

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