Passados quase dois anos das últimas eleições, alguns pré-candidatos a deputado no próximo pleito ainda aguardam decisões da Justiça Eleitoral sobre as movimentações financeiras de suas campanhas. Nos três casos apurados pelo Jornal da Cidade, as pendências envolvem problemas com apresentações de recibo de alguns gastos. Todos apresentaram recursos e aguardam decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Um dos casos envolve o candidato Clodoaldo Gazzetta (PV) à Assembleia Legislativa do Estado. Ele explica que houve uma divergência de entendimento entre o partido e a Justiça Eleitoral. De acordo com Gazzetta, o PV promoveu uma distribuição de material na cidade e a empresa fez a doação dessa distribuição. “Mas o juiz entendeu que seria necessário que eu desse um bônus para o partido sobre esse trabalho”, observa. Por conta disso, sua prestação de contas foi rejeitada.
Os advogados de Gazzetta, que concorreu ao cargo de prefeito nas últimas eleições, entraram com recurso e agora ele aguarda decisão. Porém, afirma estar tranquilo sobre uma sentença favorável, uma vez que candidatos a vereador pela legenda tiveram o mesmo problema e conseguiram ter suas contas aprovadas após recurso. Em sua avaliação, a pendência não inviabiliza sua campanha.
O problema envolvendo o pré-candidato a deputado federal pelo PTN, José Carlos Leme, é quanto à entrega de recibos de campanha. Seu advogado na época, José Hermann Schroeder Filho, explicou que o partido de Leme naquele pleito, o PHS, não enviou os recibos dos gastos da campanha a tempo de serem enviados à Justiça Eleitoral. Dessa forma, as contas de Leme não foram aprovadas. O pré-candidato, que também disputou a vaga do Executivo, afirmou que seu atual partido deverá dar suporte jurídico para resolver a pendência e afirmou também não temer pelo futuro de sua campanha para as eleições de outubro.
Já Amarildo de Oliveira (PPS), eleito vereador nas eleições de 2008, ressalta que o problema é estritamente administrativo. Além disso, observa que não interfere na sua campanha, uma vez que já teve a candidatura confirmada pelo partido. Segundo seu advogado, Ricardo Beneli Dultra, houve problemas com a interpretação da Justiça sobre seus recibos. Ele observa que um dos recibos sobre gastos com combustível não especificou qual veículo teria sido utilizado e outro recibo não estaria dentro das especificações exigidas. O advogado do vereador, pré-candidato ao cargo de deputado estadual, explica que entrou com recurso e no momento aguarda a análise dessa ação no TSE.