Com a temperatura mais amena durante esse período do ano, a Divisão Técnica do Departamento de Água e Esgoto (DAE) tem desobstruído diariamente 50 tubulações e caixas de passagem e de inspeção, muitas das quais ocasionadas por lançamentos de óleo de cozinha na rede coletora de esgoto, que acabam causando placas de gordura e, consequentemente, obstruções dos dejetos.
Quando descartado nas pias e nos ralos das residências e das empresas, o óleo de fritura pode ocasionar danos na rede de esgoto, causar a impermeabilização do leito dos córregos e rios e atrair pragas urbanas. Um litro de óleo contamina aproximadamente um milhão de litros de água, segundo informa o DAE.
O acondicionamento correto desse material deve ser feito em vidros ou garrafas PET tampados, para recolhimento pela Coleta Seletiva de Recicláveis da Semma e posteriormente encaminhamento à Cooperativa de Trabalhadores de Material Reciclável (COOTRAMAT), localizada no Jardim Redentor, que repassa para empresas especializadas produzirem com o óleo utilizado sabão, biodisel e ração animal.
Bauru, que tem aproximadamente 1.560 quilômetros de rede coletora de esgoto - a maioria em manilha de barro e o restante em PVC -, registra um maior índice de entupimento causados por lançamentos de óleo nos locais com grandes concentrações de restaurantes, bares e lanchonetes.
Outros fatores que contribuem para os entupimentos da rede de esgoto verificados pelo DAE são sobras de alimentos, fiapos não retidos pelos filtros das máquinas de lavar, absorventes, preservativos e fio dental.