São Paulo - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou ontem, ao ser questionado sobre o vice que irá compor sua chapa, que também tem uma “enorme curiosidade” em saber o nome do político que vai ocupar a vaga. “Eu também tenho uma enorme curiosidade. Até o fim do mês resolve. Essa não tem sido uma questão estressante para mim, nem para grande parte do PSDB”, disse ele durante sabatina da “Folha de S.Paulo”.
Hoje, os mais cotados são Sérgio Guerra, Tasso Jereissati e Álvaro Dias, todos senadores do PSDB. No DEM, José Carlos Aleluia, deputado baiano, tem chances também.
Respondendo a uma pergunta se seria o candidato da continuidade ou da mudança, o tucano afirmou que será o “candidato do avanço”.
Um dos entrevistadores da sabatina, Fernando Rodrigues, citou uma frase do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, criticando o programa Bolsa Família, e Serra emendou: “É uma pena que você tenha pesquisado e deixado de ver o que o Lula falou. Antes de ser presidente, Lula e o PT chamavam o programa de Bolsa Esmola”.
O tucano acusou o PT de fazer “terrorismo” contra sua candidatura. Ele culpou os petistas por boatos de que acabaria com o Bolsa Família ou o ProUni, marcas de sucesso do governo Lula. “Isso nunca me passou pela cabeça. É como dizer que é contra a energia elétrica, a água encanada”, reclamou. “Tem tanta coisa maluca espalhada que eu não quero nem falar. Depois endureceu o tom: “Esse é o método terrorista. Não violento, mas terrorista.”
O tucano afirmou que governo não precisa ter uma marca específica. O presidenciável citou suas principais realizações no Ministério da Saúde, como genéricos, programa contra a aids e campanha de vacinação contra a gripe, para dizer que nenhuma delas foi uma marca de sua gestão.