Tribuna do Leitor

POR QUE É TÃO DIFÍCIL CRER NO PODER CRIADOR DE DEUS?


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O JC de 6 de junho publicou uma reportagem com o título "Pesquisa brasileira reforça tese de que viemos do espaço". As teses apresentadas por cientistas brasileiro e norte-americano são tão mirabolantes; incompreensíveis para nós, leigos, e contraditórias entre eles mesmos.

Resumindo: falam da “teoria da panspermia”, segundo a qual “a vida pode não ter se originado da terra, mas em outro planeta e caído aqui, já pronta, trazida por um cometa, meteorito ou coisa parecida”. Segundo o americano, a vida na terra começou aqui mesmo por uma bactéria “Deinococcus radiodurans” etc... Depois de explanar tantas teorias, afirma o cientista americano: “Muitas dúvidas, porém, permanecem sobre o capítulo inicial, não apenas sobre o 'como', mas também sobre o 'onde' teria começado a vida”.

O meu objetivo aqui não é o de questionar a polêmica entre os dois cientistas, mesmo porque não entendi nada do que li e nem vou desperdiçar meu precioso tempo com assuntos que não me são de nenhum proveito. O que deduzo ao ler esses conceitos me leva a refletir: por que é tão difícil ao homem crer no poder criador de Deus? A teoria da evolução satura a mente dos alunos e é ensinada como se fosse uma ciência comprovada e não passa de uma teoria absurda e improvável.

O próprio Darwin, autor da teoria citada, como narrei aqui em outra ocasião, foi visitado por uma amiga, já estando acamado. Declarou a ela que sua teoria continha mais dúvidas e incertezas do que convicção, mas fizeram dela uma religião. Confessou ainda que o maior livro que lera foi a Epístola aos Hebreus, da Bíblia.

Alguns agnósticos comparam a Bíblia a contos de fadas e a lendas. Será que eles crêm nestas teorias fantásticas? Quem é mais digno de crédito: Deus Poderoso, Soberano, que criou tudo, do nada, perfeito, já pronto, ou homens com suas teorias absurdas, não conclusivas? Pergunta-se: Se os cientistas atestam que essas bactérias deram início à vida neste planeta, quem criou as bactérias e o planeta?

O apóstolo Paulo escreveu em sua carta aos coríntios: “O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”. Paulo denominou “deus deste século” a Satanás; século é o mundo com seu sistema pecaminoso herdado de Adão. Após a transgressão do homem, Deus amaldiçoou a terra. (Gn 3.17). A criação deixou o domínio do seu criador e se tornou escrava do diabo, até os dias de hoje. Com o pecado, morreu o espírito que Deus havia soprado no homem e que era o veículo de comunicação do Criador com a sua criatura, cujo destino passou a ser a condenação eterna.

O Senhor, sendo um Pai misericordioso, se reconciliou com a humanidade enviando ao mundo Seu Filho, Jesus. Este, que já estava na glória com o Pai, antes da fundação do mundo, se esvaziou da sua glória de Deus e veio em condição de homem, porém, sem pecado, pois não foi gerado por sêmen humano. Veio para revelar o Pai, proclamar o Reino de Deus e trazer salvação aos homens. Como maldito foi à cruz e como Cordeiro sem mácula foi crucificado, para que se cumprisse a Palavra de Deus revelada aos antigos profetas sobre a vinda de um Salvador.

“Aquele que não conheceu o pecado; Ele (Deus) O fez pecado por nós, para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus”.(2 Co 5.21) Quem O recebe como Senhor e Salvador, tem vivificado o seu espírito, passa da morte para a vida e reata a comunicação com Deus Pai. Agora, na condição de filho recebe o Espírito Santo que inicia nele um processo de santificação e gozará da vida eterna na Sua presença.

Jesus ensinava estas verdades aos sábios e fariseus e eles não O ouviam. Em Mt 11.25 nós lemos: “Por aquele tempo exclamou Jesus: Graças te dou,ó Pai, Senhor dos céus e da terra, porque ocultaste estas cousas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos”.

Concluindo, há outro fator a considerar sobre a reportagem. Além dos citados cientistas, há biólogos que participam dessas pesquisas, todos funcionários de Universidades públicas, tanto federais como estaduais. Diante de tantas necessidades prementes no Brasil, no âmbito da saúde, como doenças incuráveis, endemias sem solução de combate, devemos questionar: Para que tanto desperdício de talentos e verbas públicas que poderiam ser dirigidos para a solução desses problemas? É uma questão para se refletir.

Maria de Lourdes Soares Rondon

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