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Copa 2010: Uruguai vence e ‘foge’ da Argentina


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Com gol do atacante Suárez, aos 43min do primeiro tempo, o Uruguai venceu o México por 1 a 0 e garantiu a primeira colocação do Grupo A da Copa do Mundo. Nas oitavas de final, a equipe sul-americana vai enfrentar o segundo colocado do Grupo B, a Coréia do Sul. Os mexicanos irão enfrentar o primeiro colocado da mesma chave a Argentina. Ainda no Grupo A, a anfitriã África do Sul e a França foram eliminadas.

Os uruguaios não se classificavam para os mata-matas desde a Copa de 1990, na Itália, quando a equipe também era dirigida por Oscar Tabárez. Também garantido, o México cravou a quinta classificação consecutiva para a segunda fase de Mundiais.

Precisando da vitória para fugir de um possível confronto com a Argentina nas oitavas, o México tomou a iniciativa e atacou o Uruguai durante a maior parte do jogo. A equipe sul-americana voltou a priorizar a defesa e só oferecia perigo em contra-ataques. Num dos contragolpes, saiu o único gol da partida. O atacante Cavani avançou pela direita e cruzou na cabeça a bola na cabeça de Suárez, que estava sem marcação na área mexicana.

Na segunda etapa, o México voltou ainda mais disposto a superar a retranca uruguaia, mas não conseguia êxito nas finalizações ao gol de Muslera. Nos minutos finais, os mexicanos diminuíram o ritmo e acabaram classificados mesmo com a vitória dos sul-africana sobre os franceses - com quatro pontos, o México superou os anfitriões no saldo de gols.

Uruguaios valorizam

Nem mesmo o mais otimista uruguaio pensava que sua seleção nacional terminaria em primeiro lugar no grupo A da Copa do Mundo, superando até a França. Mas a Celeste mostrou um futebol moderno - eficiente na marcação e rápido na frente - e foi o grande destaque da chave, com sete pontos. Questionado se o Uruguai vive um momento histórico pelo sucesso na África do Sul, o atacante Forlán não pôde esconder. “Sim, é claro”, afirmou. “Mas o mais importante foi a vitória e a classificação”, emendou o craque.

Destaque no futebol holandês, o atacante Suárez finalmente desencantou na Copa do Mundo. Ele balançou as redes em uma cabeçada mortal, digna de um centroavante de grande nível. Todavia, o jogador evita comemorar a sua conquista pessoal. “É importante marcar o meu primeiro gol, mas aqui pensamos no grupo e o principal é o resultado”, explicou o atleta.

México projeta futuro

Segundo colocado do grupo A depois da derrota para o Uruguai, o México assegurou no sufoco a vaga para as oitavas de final da Copa do Mundo e agora terá pela frente o campeão da chave B. Realista, o técnico Javier Aguirre sabe que dificilmente a sua equipe irá escapar de uma pedreira: a Argentina. “Teremos que jogar bem no próximo desafio, jogar futebol contra um adversário que está muito bem e conta com excelentes jogadores. A Argentina tem um estilo semelhante ao do Uruguai”, afirmou o comandante mexicano.

Nos próximos dias, Javier Aguirre promete trabalhar bastante para corrigir os erros apresentados contra o Uruguai. A irregularidade dos mexicanos deixa o treinador incomodado.

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França e África dizem ‘Au revoir’ à Copa

A África do Sul, dirigida pelo técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira, venceu a França ontem por 2 a 1, no estádio Free State, em Bloemfontein, mas está eliminada da Copa do Mundo.

É a primeira vez na história das Copas que um país anfitrião é eliminado na primeira fase da competição. Os classificados do Grupo A foram Uruguai e México - os uruguaios venceram os mexicanos hoje por 1 a 0. A França também foi eliminada.

O time de Parreira precisava vencer e torcer para que houvesse um vencedor no jogo entre Uruguai e México, e ainda assim tirar a diferença de saldo de gols para um deles - a África do Sul começou esta rodada com três gols negativos. O Uruguai tinha três positivos, e o México, dois. A situação francesa era semelhante à dos sul-africanos.

Diante de um abatido time francês, a África do Sul jogava fácil e impunha um ritmo jamais visto nessa Copa em seus jogos anteriores. A equipe de Parreira abriu o placar logo aos 20min, com Khumalo aproveitando um escanteio para marcar de cabeça. A anfitriã ainda foi beneficiada pela expulsão do francês Gorcouff, que deixou o cotovelo na cara de um rival. O segundo gol saiu aos 37min, com Mphela.

Com a vantagem numérica e precisando de mais dois gols naquele momento - o Uruguai vencia o México por 1 a 0 -, a África do Sul voltou muito ofensiva na segunda etapa, mas acabou levando o gol em um contra-ataque. Aos 26min, Ribéry fez boa jogada pela direita e cruzou para Malouda empurrar. O gol foi uma ducha de água fria no time de Parreira.

O jogo marcou a primeira vitória de Parreira em um Mundial por outra equipe que não a seleção brasileira, dirigida por ele nas Copas de 1994 e 2006.

No comando de Kuwait, em 1982, Emirados Árabes, em 1990, e Arábia Saudita, em 1998, Parreira colecionava sete derrotas e um empate. No Mundial sul-africano, estreou com empate contra o México e perdeu para o Uruguai na segunda rodada.

Vaias e gozações

Os nomes do técnico Raymond Domenech e do atacante Nicolas Anelka foram vaiados pela torcida francesa ao serem anunciados no telão do estádio Free State, em Bloemfontein. Cerca de 80% do estádio está tomado por torcedores do Bafana Bafana, com camisas amarelas, mas a torcida francesa se faz presente.

Alguns fazem piada com a crise. Uma faixa em francês com os dizeres “Raymond, quer casar comigo?” foi estendida. É uma referência ao fato de Domenech ter pedido sua mulher em casamento durante um programa de TV, há dois anos. Outro cartaz, em inglês, diz “French players know how to strike”, que pode ser lido como “jogadores franceses sabem marcar gols” ou “jogadores franceses sabem fazer greve” - o verbo strike tem duplo sentido.

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Domenech rejeita cumprimentar Parreira

Uma imagem chamou a atenção logo após o triunfo sul-africano sobre a França, ontem, em Rustemburgo. Quando o brasileiro Carlos Alberto Parreira partiu para cumprimentar o treinador adversário, Raymond Domenech, este simplesmente tirou a mão e ainda esboçou duras reclamações contra o treinador da África do Sul.

A primeira pergunta da entrevista coletiva de Parreira foi logo sobre o assunto, e ele não conseguiu esconder a tristeza e a indignação. “Praticamente não houve diálogo, lamento muito o que ocorreu. Fui cumprimentá-lo, até por educação e gentileza. Sei que não será mais técnico da França após a Copa, e não entendi nada. Ele falou que eu tinha ofendido a equipe dele, mas em nenhum momento isso aconteceu.”

O brasileiro prosseguiu: “Ambos trabalhamos no futebol, somos uma classe que trabalha sob pressão muito grande, mas não lembro de ter dito nada contra os franceses, pelo contrário. Um pouco depois, o assistente dele, mais educado e polido, foi ao nosso vestiário e disse que, após a classificação da França, naquele jogo da Irlanda [famoso pela polêmica jogada com a mão do atacante Henry], eu falei que a França não merecia estar aqui. Mas não lembro disso, além de ter sido coisa de um ano atrás.”

Segundo Parreira, trata-se de um episódio “extremamente lamentável”. O brasileiro também aproveitou para provocar o treinador francês. “Ficou provada a razão de ele [Domenech] estar do jeito que está no seu país. Há razões suficientes para isso, que provam o motivo de não ser querido lá.”

Após a eliminação da África do Sul, Parreira declarou que ainda não definiu o seu futuro no futebol, mas revelou que não vai dirigir mais nenhuma seleção em Mundiais. “Não tenho mais nada para fazer em Copa do Mundo. São oito Copas, duas como preparador físico [seis como treinador]. Terminei a Copa do Mundo com uma vitória”, justificou.

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