Alagoas - Levantamento realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CMN) aponta que, no primeiro semestre deste ano, foram reconhecidos 1.635 decretos de emergência e calamidade pública no País. O número é maior que o registrado em todo o ano de 2009, que chegou a 1.389.
Segundo o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o período de 1 de janeiro a 16 de junho deste ano só não supera o ano de 2003, que teve 1.682 decretos. Foram consideradas apenas as situações reconhecidas pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec).
Os Estados que mais tiveram desastres naturais decretados este ano foram Santa Catarina (380), Rio Grande do Sul (286), Bahia (177) e Minas Gerais (166). A maioria é referente a eventos relacionados às chuvas, como enchentes, alagamentos e vendavais, que totalizaram 1.028 casos. Em segundo lugar ficaram os eventos relacionados à seca, como estiagem e geada, totalizando 588.
O levantamento apontou um grupo de 30 municípios que sofreu problemas recorrentes nos últimos anos, quase todos ficam na região Nordeste. Eles foram afetados principalmente por seca e estiagem.
O estudo da CNM também levantou os gastos do governo federal com programas de prevenção e de resposta aos desastres naturais.
De acordo com dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) de 2004 a 2009, o programa de prevenção teve o maior investimento em 2008, quando atingiu R$ 57,4 milhões. O valor fica próximo do menor investimento do programa de resposta no período, que foi de R$ 51,3 milhões em 2006. O maior gasto neste programa ocorreu em 2009, quando chegou a R$ 1,1 bilhão.
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Mortes chegam a 44
São Paulo - Foram encontrados em Pernambuco os corpos de mais três vítimas das chuvas que atingem parte do Nordeste desde o fim da semana passada. Com isso, sobe para 15 o total de mortes no Estado e para 44 em toda a região.
Segundo a Defesa Civil de Pernambuco, além das mortes, há ainda registro de mais de 40 mil pessoas fora de suas casas em decorrência dos temporais, sendo 24.552 desalojados - estão em casas de amigos e parentes - e outros 17.808 desabrigados, ou seja, dependem de abrigos públicos.
O Estado registra ainda nove cidades em situação de calamidade pública e outras 30 em situação de emergência. Com o reconhecimento da situação de emergência, os municípios podem fazer compras sem licitação, entre outras facilidades. Ao todo, 54 cidades foram afetadas pelas chuvas.
Já em Alagoas, os temporais provocaram 29 mortes e fizeram com que 64.515 pessoas deixassem suas casas. Dessas, 26,6 mil estão desabrigadas e 47,8 mil desalojadas. Ao todo, 17 decretaram estado de emergência e 15 de calamidade pública.
O Ministério dos Transportes aprovou a liberação de R$ 72 milhões para a realização de obras emergenciais para recuperar estradas e pontes afetadas pelas chuvas nos Estados de Pernambuco e Alagoas.