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Ministro sobrevoa Nordeste e compara região com o Haiti

Folhapress
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São Paulo - Depois de sobrevoar municípios de Pernambuco arrasados pela chuva, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que só viu situação semelhante no Haiti, devastado por um terremoto em janeiro deste ano. Segundo o ministro, será necessário coordenar as estratégias para evitar problemas posteriores, como a má distribuição de donativos e o atraso das obras de reconstrução.

“Houve uma precipitação de água inacreditável em termos de derrubadas de pontes, casas, principalmente perto dos rios. Temos de intensificar as ações e supervisioná-las. O que temos de fazer neste momento é trabalhar na administração da solidariedade”, afirmou o ministro.

O governo federal estabeleceu um plano de metas para ajudar no suporte às vítimas e na reconstrução das cidades. De acordo com Jobim, a prioridade no momento é o atendimento à população. Para isso, o Ministério da Defesa e o Exército montaram um esquema de logística.

“Primeiro, devemos rastrear os locais indicados para localizar os desaparecidos. O próximo passo é a remoção das pessoas isoladas. Para isso, devem ser preparadas habitações provisórias, como espaços coletivos e barracas, com distribuição de alimentos de consumo imediato”, disse Jobim.

Segundo a Defesa Civil de Pernambuco, além das mortes há ainda registro de mais de 40 mil pessoas fora de suas casas em decorrência dos temporais, sendo 24.552 desalojados - estão em casas de amigos e parentes - e outros 17.808 desabrigados, ou seja, dependem de abrigos públicos.

Já em Alagoas, os temporais provocaram 29 mortes e fizeram com que 64.515 pessoas deixassem suas casas. Dessas, 26,6 mil estão desabrigadas e 47,8 mil desalojadas. Ao todo, 17 decretaram estado de emergência e 15 de calamidade pública.

Cerca de 1.000 militares já estão trabalhando em Pernambuco e, pouco mais de 300, em Alagoas. “Vamos colocar à disposição toda a estrutura de logística e de trabalho das Forças Armadas. O problema não é a quantidade (de militares), mas ter uma grande estrutura de coordenação nos níveis estaduais, municipais e federal”, afirmou o ministro.

Além do amparo à população, as Forças Armadas auxiliam na reconstrução da infraestrutura das cidades. Duas pontes portáteis já foram enviadas para os dois Estados.

De acordo com o major-brigadeiro Hélio Paes de Barros Júnior, um hospital de campanha do Exército chegou anteontem a Recife e foi instalado no município de Barreiros, um dos mais afetados. “O hospital começou a funcionar hoje (ontem) com uma perspectiva de 400 atendimentos diários e nós esperamos que a população da região seja mais bem atendida. Contamos com 40 profissionais de saúde”, disse.

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