O técnico Dunga confirmou a volta do apoiador Elano no jogo das oitavas-de-final da Copa do Mundo, na próxima segunda-feira, às 15h30, no estádio Ellis Park, em Johannesburgo. O meia-atacante Kaká e o atacante Robinho também estão confirmados. Elano não jogou ontem, no empate sem gols contra Portugal, em função de uma contusão sofrida na vitória por 3 a 1 sobre a Costa do Marfim. “O Elano é seguro que joga, estamos tranquilos”, disse Dunga. Expulso na segunda rodada, Kaká cumpriu suspensão ontem e estará de volta nas oitavas. O mesmo ocorrerá com Robinho, poupado ontem em função de um incômodo na coxa.
“Não foi nada que me impedisse de jogar se fosse um jogo decisivo, mas achamos melhor poupar. Mas nada que me impeça de jogar os próximos jogos”, disse Robinho. Ontem, Júlio Baptista atuou na vaga de Kaká, e Nilmar, na de Robinho. Além de garantir que está em boa forma, o santista falou sobre Elano, que deixou o jogo contra a Costa do Marfim lesionado. “A recuperação dele está boa e espero que também esteja 100%, porque é um jogador importante”, disse.
Felipe Melo vira dúvida
O médico José Luiz Runco deu más notícias para o técnico Dunga após o empate sem gols entre Brasil e Portugal. Felipe Melo e Júlio Baptista se machucaram ontem e são dúvidas para o início do mata-mata. Felipe Melo deixou o jogo contra Portugal ainda no primeiro tempo, após se desentender com o luso-brasileiro Pepe e sofrer uma falta dura. Dunga temia que o seu volante acabasse expulso.
“O Felipe Melo sofreu uma pancada no tornozelo esquerdo. Como temos pouco tempo até o próximo jogo, ele preocupa”, reconheceu Runco, lembrando que o Brasil voltará a campo na segunda-feira. Outro que se contundiu foi Júlio Baptista. “Ele deu uma leve torção no joelho esquerdo e também preocupa”, afirmou Runco. De qualquer forma, o meio-campista voltaria a ser reserva porque Kaká está livre de suspensão.
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‘Ausência de Robinho foi mais sentida’, diz Dunga
Dunga não lamentou os desfalques dos meias Kaká e Elano no empate sem gols entre Brasil e Portugal. Para o comandante, a ausência mais sentida pela sua equipe foi a do atacante Robinho, poupado porque reclamou de um incômodo muscular. “Kaká e Elano são jogadores excepcionais, mas eles também sentiriam dificuldades por causa da forma como Portugal jogou. O que mais acrescentaria para o Brasil seria o Robinho, pois ele tem capacidade de driblar em espaço reduzido”, elogiou.
Dunga se queixou bastante da postura defensiva de Portugal. Mesmo prevendo a retranca do adversário, o técnico preferiu manter Nilmar em campo para não correr o risco de perder Robinho nas oitavas de final da Copa do Mundo. “O Nilmar é um artilheiro, um jogador de velocidade. O Robinho tem outra característica, mas ele sentiu um pouco de dor e decidimos poupá-lo porque o Brasil já estava classificado”, justificou.
Geralmente criticado por sua postura cautelosa como treinador, o ex-volante Dunga se queixou bastante da preocupação de Portugal em se defender no empate sem gols de ontem. O técnico da Seleção Brasileira culpou o adversário pelo baixo nível técnico do duelo. “Se pegarmos os cartões amarelos, já dá para explicar tudo”, esbravejou Dunga, referindo-se às quatro punições a jogadores portugueses. Três brasileiros também foram advertidos, Luís Fabiano, Juan e Felipe Melo.
“Não só eu, mas os meus jogadores também não estão felizes. Entramos em campo para ganhar. Mesmo com o resultado a nosso favor, queríamos atacar até o final da partida. É uma característica do Brasil. Já a outra equipe preferiu jogar só no nosso erro”, reclamou Dunga.
Mesmo insatisfeito, o técnico reconheceu que a Seleção Brasileira precisa aprender a enfrentar a marcação cerrada dos rivais. Seu time já tinha encontrado dificuldades para superar a retranca da Coreia do Norte e ganhar por 2 a 1 na estreia - enquanto Portugal fez 7 a 0 no mesmo adversário. “Todas as seleções têm um cuidado especial quando enfrentam o Brasil. Portugal também foi assim porque precisava do resultado para se classificar. Eles colocaram quase todos os jogadores atrás do meio-campo, mas, mesmo assim, criamos duas ou três boas chances de gol”, concluiu Dunga.
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Lúcio admite jogo lento
Capitão da Seleção Brasileira, o zagueiro Lúcio disse que já esperava um jogo amarrado contra Portugal. “A gente já sabia que ia ser assim, pelo fato de os dois já estarem [praticamente] classificados. As duas equipes tentaram manter a posse da bola. Nosso time está de parabéns, todo mundo se esforçou”, disse. A partida teve muitos lances ríspidos e algumas discussões. “Os dois times têm muita vontade de ganhar. É só isso mesmo”, explicou o zagueiro.
Já a escolha de Cristiano Ronaldo como melhor jogador da partida foi ironizada por Lúcio, que anulou a maioria das ações ofensivas do atacante rival. “Isso é coisa da Fifa. A gente sabe que no futebol não existe justiça”, criticou o brasileiro. O português perdeu a posse de bola em seis ocasiões, chutou sete vezes a gol e acertou só um deles, em bola defendida por Júlio César.
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Quatro estão ‘pendurados’
O Brasil entrou na partida contra Portugal com apenas um jogador pendurado por cartão amarelo e terminou o duelo com quatro atletas sob risco de suspensão. O zagueiro Juan, o volante Felipe Melo, o meia Ramires e o atacante Luís Fabiano foram punidos com cartões e não podem mais ser advertidos até as quartas-de-final.
O regulamento da Copa do Mundo prevê suspensão automática de um jogo para o atleta que acumular dois amarelos em diferentes jogos da competição. As punições só serão zeradas após as quartas. A decisão, que passa a valer neste Mundial, tem o objetivo de evitar um esvaziamento da decisão.
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Proteção é cautela, afirma Júlio César
No empate de 0 a 0 com Portugal, o goleiro Julio César precisou de atendimento médico após uma dividida com o português Raul Meireles. Ao levantar o uniforme, o goleiro deixou à mostra uma proteção que usa nas costas. Após o jogo, porém, o camisa 1 do Brasil disse, novamente, que não sente mais as dores que o tiraram até de treinos na África do Sul. E chegou a se atrapalhar no momento em que respondia sobre a proteção - uma espécie de cinta elástica.
“Não tem dor nenhuma nas costas. É só uma proteção que uso para evitar o pior. Sinto-me mais seguro com ela, só isso, eu estou zerado”, disse o goleiro após a partida. O goleiro também demonstrou otimismo. “A gente só vai embora dia 11 [de julho]”, afirmou ele, em referência à data da decisão do Mundial.