Geral

Figuras cativantes dão as boas-vindas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Em quase todas as circunstâncias, receber as boas-vidas do dono da casa é agradável ao visitante. A gentileza, no entanto, torna-se hilária quando parte de uma idosa trêmula, segurando uma bandeja de copos. Descontração politicamente incorreta? Nada disso. A senhora de aparência frágil e cativante, capaz de articular corretamente cada palavra, não passa de uma boneca.

Assim como ela, vários outros personagens carismáticos poderão ser acolhidos como diferenciais pelas casas de gastronomia. Em alguns restaurantes, serão alces. Em outros, piratas. “Todos eles têm movimentos. São engraçados”, comenta o arquiteto Cláudio Ricci. Acompanhado do sócio Luis Cosei Higa, esteve recentemente em Chicago, na feira promovida pela Associação Nacional de Restaurantes (NRA) dos Estados Unidos.

De acordo com ambos, um outro atrativo apresentado ao segmento como diferencial foram os balcões dos estabelecimentos. Revestidos por telas com leds, por exemplo, parecem ter movimento. As imagens podem ser previamente selecionadas pelos proprietários da casa.

“Se for um café, o sujeito pode colocar alguns grãos. Pode programar um filme, por exemplo. É simples, dá para fazer muitas coisas bacanas. Acende, muda de cor”, explica o arquiteto. A mesma tecnologia é capaz, inclusive, de melhorar cardápios fixos de comércios como os típicos de hamburguerias. Várias imagens de lanches podem circular, enquanto o cliente avalia qual deles pedir. “Tudo chama atenção”, conclui.

Como a ideia é apresentar algo novo para atrair clientes, sugestões não faltaram na feira de Chicago. A tradicional barraca de cachorro quente, por exemplo, pode ser substituída por outra em formato de carro antigo. “E vem completo, com cozinha montada. Uma outra pessoa inventou uma batata frita que, depois de colocada numa máquina, fica toda em espiral. É uma peça só. Nunca vi uma batata assim. É visual”, destaca o arquiteto.

Até uma motocicleta em formato de lagosta foi exposta na feira. Cada vez mais, a expressão ‘comer com os olhos’ deixa o sentido figurado. Até balcões expositores de doces são projetados para não deixar o consumidor resistir a qualquer um deles. Iluminados com leds, valorizam os produtos, enquanto economizam energia. O trabalho de designers também foi capaz de reinventar a tradicional lareira.

Com um sistema de ventilação diferente, circundadas por vidro especial, as chamas aquecem o ambiente com uma apresentação moderna e elegante.

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Até molho de pizza suscita invenção

Nem as pizzas estão livres das modernas invenções, que saem do papel para cativar consumidores. Acredite se quiser, mas já existe máquina específica para colocar, de forma uniforme, o molho de tomate sobre a massa.

“É preciso apenas informar a espessura desejada, que ela consegue graduar. Enquanto a máquina trabalha, a moça já coloca o queijo. A produção aumenta”, comenta o arquiteto Cláudio Ricci. Uma outra novidade que ele viu em Chicago foi uma fatiadora de salame automática. Sozinha, absorve toda a linha de produção. Inicialmente, basta informar a quantidade de fatias e a espessura desejadas.

“Ela vai cortar, colocar da maneira pedida, embalar, pesar e sairá pronta, já com código de barra. Também vimos outra máquina que faz a receita sozinha. É só dosar os ingredientes”, comenta Ricci. De acordo com ele, invenções mais simples também foram apresentadas, como um pequeno dispositivo capaz de equilibrar mesas bambas em bares. O próprio cliente pode levá-lo para o estabelecimento e instalá-lo, quando o piso estiver irregular. Resta não esquecê-lo por conta da boa companhia ou dos outros atrativos dispostos no entorno da mesa.

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