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Copa 2010: Maradona resgata a velha autoconfiança argentina


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Oito meses atrás, a Argentina era uma seleção classificada à Copa-2010 com um gol de rebote, feito a seis minutos do fim e por um volante. Após o jogo, o técnico Maradona ofendia jornalistas.

Hoje, é um dos dois países que chegaram às oitavas de final do Mundial com três vitórias em três jogos e é favorita diante do México, em Johannesburgo. Seu treinador diz não ter rancor, embora ainda alfinete repórteres.

A mudança de cenário começou fora de campo até que se transferiu para o gramado com a consolidação de um esquema, de um time.

Em amistoso contra a Alemanha, em março, o ofensivo Maradona recuou o time - quatro zagueiros e dois atacantes - para vencer o jogo.

Em paralelo, o treinador passou a ter conversas-chave com seus jogadores, principalmente Messi. Isso se intensificou com a apresentação do grupo, em maio.

É seu costume relatar passagens de suas Copas do Mundo para lhes passar como experiência para esta.

Aos poucos, a autoestima argentina, tão presente em outras ocasiões e rara então, começou a reaparecer.

Mais confiante, Maradona trocou um jogador defensivo por um atacante: Tevez entrou no lugar de Otamendi.

Sete gols e três partidas depois, ele está otimista. “Os mesmos que diziam que éramos um desastre dizem hoje que é uma seleção excelente. E são os mesmos jogadores.”

A “onda boa”, como classificou, não impede que Maradona faça mudanças.

Diante dos mexicanos, às 15h30, o zagueiro Samuel, contundido, deve ficar fora - entra Burdisso.

O lateral Jonás Gutiérrez e o volante Verón também correm risco de dar lugar a Otamendi e a Maxi Rodríguez. “Quem te falou isso?”, questionou Maradona quando indagado sobre as trocas.

Confirmadas as mudanças, terá o quarto time em quatro jogos, o que se encaixa nas suas declarações de que tem “23 titulares”.

Ele ainda não se diz favorito, e seu time está capenga na defesa, mas cada vez mais seu discurso retoma a velha confiança argentina.

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Treinador define ‘time de gala’ contra o México

Diego Maradona “passou por cima” de vários repórteres em uma coletiva de imprensa lotada, ontem, para abraçar o amigo e ex-companheiro de Napoli Salvatore Bagni antes de dizer que sua Argentina deve bater o México no Mundial.

As coletivas de Maradona durante a Copa do Mundo se transformaram em um show à parte que se iguala ao progresso de seu “time de gala” rumo à segunda fase do torneio, quando enfrentará o México no estádio Soccer City, em Johanesburgo.

O zagueiro Walter Samuel ainda sofre com um problema muscular na perna que forçou sua substituição por Nicolas Burdisso na vitória por 4 x 1 sobre a Coreia do Sul e Maradona disse que Burdisso poderá substituí-lo também hoje.

“Se ele não estiver 100 por cento, ele não será capaz de nos dar a ajuda que precisamos”, afirmou Maradona, após retornar para sua posição em frente das câmeras e repórteres depois do forte abraço no italiano Bagni, que atua como comentarista no torneio da África do Sul.

Maradona disse ainda que o México tem um time que merece respeito, mas “é melhor que eles saibam respeitar a nossa história. A Argentina tem o que é preciso para seguir adiante”.

“Quando a estrada se estreita com os 16 melhores times, a história entra em campo e tenho certeza de que meus jogadores entenderam a mensagem”, afirmou Maradona, que foi o capitão no segundo título argentino, no México, em 1986.

“Já vi tudo isto... Durante toda a minha vida eu peguei a experiência que hoje passo para os meus jogadores com toda minha alma e coração, contando para os rapazes ‘como foi para mim’.”

Ele disse, no entanto, que o México “tem um grupo de jogadores que nos preocupa. Se (o atacante argentino naturalizado mexicano Guillermo) Franco não jogar, será melhor, porque eles não terão um cabeceador”.

Maradona afirmou ainda que pensou que o técnico do México, Javier Aguirre, poderá escalar Rafael Márquez na defesa, “porque contra o Uruguai ele pareceu um pouco perdido no meio-campo”. O Uruguai venceu o México por 1 x 0 em sua partida na primeira fase.

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