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Melhoria Contínua


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Criada em 1954, FGV

é considerada uma das melhores do País

Não é incomum encontrar famílias em que avós, filhos e até netos fizeram a graduação na Faculdade Getulio Vargas (FGV), escola que se tornou tradicional ao formar, ainda na década de 50, as primeiras turmas de administradores na América do Sul.

Criada em São Paulo em 1954, com a ajuda de empresários brasileiros e da Universidade de Michigan (EUA), a instituição pretendia oferecer mão de obra qualificada ao País, que vivia uma fase de intenso crescimento econômico.

Hoje a administração da FGV-SP está entre as melhores do País, assim como a do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) - ambos os cursos têm nota 5 (máxima) no Enade, avaliação do Ministério da Educação.

Apesar de o curso permitir uma formação plural, um dos pontos fortes, segundo especialistas em educação consultados, é o ensino voltado para o gerenciamento de grandes empresas.

Formada pela FGV, Eliana Chumer, diretora e proprietária do pré-vestibular CPV, reforça a tese de que o curso é bem generalista. “Acho isso muito bom, pois tive um embasamento que me permite transitar por várias áreas.’’

Ela passou para administração em 1973, meio sem querer. Para acompanhar um amigo, fez a prova, foi aprovada (o amigo, não) e gostou da profissão. Seu cursinho hoje tem turmas específicas para quem pretende fazer o vestibular da FGV e do Insper.

Diferentemente de sua época, ela diz acreditar que os estudantes de hoje já escolhem a faculdade pensando no trabalho. “Eles têm mais informação, sabem o que esperar do Insper ou da FGV.’’

Com o reconhecimento da qualidade de seu curso de administração, em 2004 a FGV-SP criou a graduação em economia. Um dos destaques do currículo é a ênfase na realidade brasileira, segundo o coordenador do curso, Nelson Marconi.

Salas com no máximo 50 alunos também permitem um melhor acompanhamento pedagógico da graduação, diz ele. “Nosso curso demanda estudo, precisamos acompanhar o aluno de perto para que ele não perca tempo.’’ Apesar de poucas turmas terem se formado, Marconi destaca que a colocação no mercado é “de 100%’’.

Carlos Monteiro, consultor em ensino superior, reconhece a qualidade do curso, mas é mais cauteloso quanto à garantia de emprego. “É uma universidade excepcional, mas o estudante precisa ter consciência de que só isso não é garantia de sucesso.’’

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Melhoria contínua: O mundo sempre dá voltas

Certa vez, em 2004, participando em uma reunião com empresários, na cidade de Campinas, um consultor italiano com determinada prepotência fez críticas severas à maneira de ser do brasileiro, principalmente na questão de ausência de disciplina. Ele tinha razão, mas pecava em uma visão muito restrita.

Não consegui me conter e argumentei que o Brasil era muito novo na democracia - tinha apenas por volta de 100 anos, com muitas interrupções – e não tinha sentido compará-lo com a Suíça, por exemplo, que tinha mais de 750 anos e é um país pequeno, com dimensões similares a do Estado de São Paulo.

E enfatizei: “Eu morro de dó do europeu. Sentiu na pele - mais de perto - a Inquisição, que matou muita gente inocente e, como se não bastasse, foi o berço das mais terríveis guerras e mais recentemente as duas de ordem mundial. Povo sofrido, com mais experiência. O mínimo do mínimo que um europeu tem de ser é disciplinado”.

O italiano se surpreendeu com o ponto de vista e ficou quietinho a reunião toda. Pensei comigo na época: chega de dar moral exagerado a certas culturas, pois eu sei que não existem privilegiados no planeta Terra, uma vez que qualquer um ao colocar o famoso “terninho de madeira” se iguala a todos. Quando viajo para o Exterior faço questão de conhecer alguns cemitérios e perguntar: “Tem algum gostosão enterrado aí? Ninguém responde, um silêncio enorme.

Escrevo isso com muito moral, pois já fui discriminado várias vezes em países considerados de primeiro mundo – não sei até quando - por simplesmente ser brasileiro. Considero isso um atraso moral muito grande. São desenvolvidos apenas no intelectual.

Por falar na Europa, nos dias atuais, o cenário para eles não é nada positivo. Muitos países com dívida pública acima do normal, com riscos enormes de insolvência. Povo focado exageradamente na riqueza material, optou por ter poucos filhos – para criar uma criança naquele continente custa por volta de US$ 250.000 –, com porcentagem representativa de idosos aposentados.

Além disso, a maioria dos países se perdeu na má utilização da riqueza. Concedendo excesso de benefícios à população. Só para se ter uma noção, alguns países pagam bônus para quem tem animais. Com toda aquela cultura que respeita os animais, na minha opinião, se torna desnecessário tal estímulo.

Mas como quase tudo é perecível ou tem início, meio e fim, o padrão de vida dos europeus está com os dias contados. Por sua vez o Brasil apresenta nos dias atuais excelentes perspectivas de crescimento e tem um Banco Central considerado um dos mais disciplinados do mundo.

Os fundamentos econômicos do Brasil estão consistentes, como nunca estiveram. É a realidade se impondo novamente. É a instabilidade periódica de plantão se manifestando. O exagero sempre gerou acomodação. Sem sombra de dúvida: o mundo sempre dá voltas.

Davison de Lucas é diretor da M. Davison & Associados, consultor organizacional e palestrante. Site www.mdavison.com.br. Telefone (14) 3234-6684.

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