Mais uma vez, a nau dos insensatos do governo federal segue navegando na omissão das ações que poderiam aliviar o sofrimento do povo sofrido, principalmente os que residem próximos aos rios brasileiros, cuja maioria está assoreada e sem nenhum tipo de prevenção. As chuvas que caem fazem dos ribeirinhos as vítimas, com perdas de bens materiais ou da própria vida.
O que vimos agora nos Estados de Alagoas e Pernambuco é fruto da omissão do governo federal, que oferece a liberação do FGTS. A maioria nem sabe o que é isso. Não liberaram nenhum recurso para prevenir o assoreamento dos rios da região Mundaú, em Alagoas, e Una, em Pernambuco, onde mais de 600 pessoas estão desaparecidas, 40 mortos e mais de 12 mil estão sem residências, que foram tragadas pela enorme "tsunami" que se abateu sobre o sofrido povo.
Em outros países, em caso de catástrofes como essa, os chefes de governo vão em socorro das vítimas. No nosso País, nosso presidente fica enclausurado no Palácio da Alvorada, acompanhando à distância. Quem se mobiliza de verdade é a sociedade civil organizada, com a abertura de contas a pedido do Corpo de Bombeiros. O Ministério das Cidades espera os laudos para depois de 60 dias liberar os parcos recursos, que ainda devem passar pelos políticos de Brasília.
Esse é o Brasil hoje, que não cuida do seu povo, do meio ambiente, principalmente dos rios brasileiros, que recebem todo tipo de dejetos e esgoto sem nenhum tipo de tratamento. A próxima revolta poderá ser da natureza, pela escassez da água.
Com tristeza pelos que sofrem e perderam tudo. Atenciosamente.
José Pedro Naisser - ecologista