Tribuna do Leitor

Contrato social


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Advogar que as relações sociais se tornaram cada vez mais estreitas demonstra um conhecimento parcial. O entendimento atual remonta à ideia do homem e à sociedade estabelecendo apenas uma interação limitada. Para reforçar, evidenciam a evolução tecnológica. Porém, há ainda a dependência do homem em se reafirmar como um ser social, argumento defendido por Rousseau. Este notável sociólogo já afirmava que o ser humano ele nasce puro, mas como é um ser social acaba tendo de se integrar à sociedade e, ao final, é corrompido pela mesma. Diante desse pensamento, percebe-se que o homem, embora individualista, envolto pela tecnologia, ainda depende da coletividade, necessita ser visto e ser ouvido.

Há a obrigação imprescindível do ser humano em depositar os seus problemas no outro, objetivando que este tenha soluções, ou mesmo saiba lidar melhor com tal empecilho. Como uma forma de autoflagelação, o homem busca parâmetros utópicos, baseando-se principalmente na pessoa do lado. Não tem certeza da própria capacidade de concretização dos seus objetivos, sempre se apoiando ou deixando-se guiar bovinamente nos passos dos outros, por simples medo de errar.

Tais relações não se iniciaram apenas durante os movimentos capitalistas, que refletem o espírito ganancioso e competitivo, mas sim há tempos remotos. Ao tempo de d. Sebastião, rei de Portugal, criou-se o mito do Sebastianismo, alternativa criada pela própria população para otimizar suas frustrações. Afirmavam que a volta do El-Rei traria de volta os tempos de glória de Portugal.

Como clara necessidade, a sociedade busca parâmetros de apoio, referências, a fim de esperançar o improvável e não se afogar em suas próprias decepções. Assim o homem se reafirma como um ser sociável, e como tal dependente temente. As relações interpessoais estão longe de acabar, todavia isto não impede que se tornem cada vez mais frívolas.

Livia Regina Leandro Bertolini - estudante

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