Esse texto deveria ser escrito dentro de alguns dias e foi antecipado pelo pedido de André Luiz Zambelo, na Tribuna do Leitor de sábado. André, eu ainda não me refiz do susto em relação ao surpreendente convite do prefeito, sr. Rodrigo Agostinho, para assumir a referida pasta. Preciso agradecer ao “vivo e a cores” a Canal 6 Projetos Editoriais e ao Espaço Cultural Leônidas Simonetti pela compreensão e dilatação de prazos para projetos assumidos anteriormente. Eles me conhecem e sabem que não resisto a um bom desafio. Quero esclarecer que nesse momento tenho estado em contato direto com os funcionários da secretaria para ouvir e me inteirar das questões internas, além de buscar junto à sociedade bauruense sugestões para levar comigo para a Cultura pessoas com conhecimento técnico e possíveis soluções para problemas culturais que parecem crônicos, mas têm cura, mesmo que em médio prazo.
Sua carta causou surpresa pelo fato de as portas estarem abertas a todos, indistintamente, que o diga Munir Zalaf, presidente da ABL, uma das instituições citadas em sua carta, que passou por lá para marcar hora e foi recebido no mesmo instante. Posso entender a angustia de vocês, mas um telefonema ou um horário agen-dado costuma resolve 50% dos desencontros. Por isso me causou estranheza você ter usado uma carta para entrar em contato comigo.
Pedi paciência aos meios de comunicação, pedi paciência aos amigos, aos funcionários e aos usuários do teatro, que deverá passar por uma reforma em breve, porque os equipamentos foram mandados para São Paulo na terça- feira passada, um dia depois de ter assumido de fato a secretaria. Promessa? É uma palavra que não existe no meu dicionário. Venho repetindo que estou aberta ao diálogo, mas não me peçam o impossível, pois tenho por hábito só prometer aquilo que está ao alcance do orçamento da pasta.
Minha primeira frase foi: as portas estão abertas, venham! Todos são bem-vindos se pretendem trabalhar pela Cultura de Bauru. Parafraseando Rubem Alves venham trilhar o caminho das “artes que trazem à existência as coisas que não existem: a literatura, o cinema, o teatro. As artes produzem a beleza e a beleza enche os olhos d’água.” Porém, essa tristeza faz melhor o coração...
Janira Fainer Bastos - articulista do JC e secretária da Cultura